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Facebook renova imagem da marca prometendo mais clareza

O Facebook divulgou um comunicado informando uma renovação de marca que promete clareza, empatia e que cria espaço com “design que apoia as pessoas e suas histórias”.

Já se passaram 15 anos desde a chegada de uma única oferta, a do próprio Facebook. Hoje, a empresa tem sob suas asas o Messenger, Instagram, WhatsApp, Oculus, Workplace, Portal, Calibra e outros.

O diretor de marketing Antonio Lucio destaca que a companhia começa “a falar com mais clareza sobre os produtos e os serviços que fazem parte do Facebook”. Aliás, será mais comum ver “FACEBOOK”, em maiúsculo, já que isto faz parte das mudanças.

Lucio cita que, no mês de junho, a empresa começou a incluir um logo “from Facebook” nos aplicativos; para as próximas semanas, começarão “a usar a nova marca corporativa em nossos produtos e materiais de marketing, incluindo um novo site da empresa”.

Essa mudança na marca é uma maneira de comunicar melhor nossa estrutura de propriedades às pessoas e aos negócios que usam nossos serviços para se conectar, compartilhar, criar comunidades e crescer suas audiências.” – Antonio Lucio, diretor de marketing do Facebook.

O que muda, efetivamente, é o design dos produtos do Facebook. As mudanças foram feitas ouvindo “pessoas de toda a empresa para projetar e trabalhar juntos”. Ganham destaque, então, três comportamentos fundamentais de design para formar a nova marca:

  • Clareza: “uma marca que simplifica e constrói o entendimento”;
  • Empatia: “um sistema que respeita o contexto e o ambiente”;
  • Criando espaço: “design que apoia as pessoas e suas histórias”.

Uma nova identidade

A ideia do novo sistema é fazer com que “Facebook” não seja reconhecido apenas como um único aplicativo. Eles alteraram a tipografia com a ideia de “criar distinção visual entre a empresa e o aplicativo”. Assim, você saberá identificar mais facilmente o que é “o Facebook” do que é “do Facebook”.

Uma nova paleta de cores foi projetada, assumindo a cor das marcas individuais. Assim, o logo “Facebook” terá uma cor no app da rede social e outra (s) em outros produtos, como no Instagram.

“Queríamos que a marca se conectasse com o mundo e com as pessoas. O sistema dinâmico de cores faz isso assumindo a cor do seu ambiente”, disse a empresa em comunicado.

Outro ponto destacado pelo Facebook é o uso do monograma “FB”. Ele continuará sendo usado “em espaços menores entre os pontos de contato do produto e da empresa”.

“FB” também é símbolo de cotações da empresa “e é usado em domínios e endereços de e-mail dos funcionários”.

Com um novo sistema de marca, a empresa promete que, a medida em que evolui, espera poder “comunicar melhor o progresso do que estamos fazendo”.

Clareza na escuridão

Desde o escândalo revelado sobre a Cambridge Analytica o Facebook não é visto mais da mesma forma. Campanhas foram feitas para que pessoas saíssem da plataforma; processos foram levados para o governo; explicações precisaram ser dadas.

Mais recentemente, Mark Zuckerberg compareceu ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos para falar sobre a Libra, criptomoeda planejada que tem o Facebook como um dos apoiadores e fundadores.

Zuckerberg defendeu a ideia da Libra afirmando que “enquanto debatemos essas questões, o resto do mundo não está esperando“, e completa dizendo que “a China está se movendo rapidamente para lançar ideias semelhantes nos próximos meses”.

Posteriormente, o órgão europeu Information Commissioner’s Office (ICO) aplicou multa de 500 mil libras por violar a lei de proteção de dados europeia. Foi citado que pelo menos 1 milhão de usuários britânicos estavam no pacote recolhido pela Cambridge Analytica.

A multa, em si, tem sido discutida como uma punição leve. No ano de 2018, o faturamento do Facebook foi de 31,5 bilhões de libras.

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