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Facebook faz 8 anos: 6 impactos que trouxe, ou trará, em sua vida

O Facebook comemorou no último sábado (04/02) oito anos de lançamento. Desde que Mark Zuckerberg e o brasileiro Eduardo Saverin desenvolveram, enquanto cursavam a faculdade em Harvard (EUA), um projeto de comunidade online para conseguir ?pegar? garotas, são mais de 845 milhões de usuários conectados ao redor do mundo e mudanças sem volta na forma como consumimos TI.

Fica até meio complicado fazer um post falando das transformações que a rede social trouxe ao nosso dia a dia sem entrar nos chavões. Nós sabemos. Nós vivemos isso. Não vou gastar essas linhas e a sua paciência explicando que a disseminação de conteúdo é outra com a rapidez e interatividade das pessoas na rede, que os movimentos sociais revolucionam com mais agilidade por conta da interação entre pessoas, que as barreiras geográficas foram quebradas e blablabla.

Com base em diversas entrevistas que já fiz, eventos do qual participei e textos de terceiros que li, levantei algumas temas que considero principais no movimento e potenciais modificações na forma como lidamos com a tecnologia. E como todas as boas previsões, podem não acontecer.

  1. Gestão do Big Data com base em analytics: o Facebook, pelo seu tamanho e dispersão, é um dos principais ambientes da web com banco de dados mundial gigante do comportamento das pessoas e seus hábitos de compra. A forma como todoesse Big Data –  como é chamado o fenômeno de ebulição de dados jogados na web pelos próprios usuários ? impacta a gestão de banco de dados das companhias, na estratégias e no uso de analytics para pontuar tendências. E apesar das investidas de fabricantes e empresas usuárias, ainda não se chegou a um modelo que se aproveite de todo esse dado.
  2. Social business: está aí um termo que, assim como Big Data, está na moda ? ou pelo menos as fabricantes assim querem. A introdução das redes sociais fez com que as pessoas mudassem a forma de produzir e consumir conteúdo (desculpe, leitor, jurei três parágrafos atrás que não cairia nesse chavão). Com isso, a adaptação das ferramentas corporativas é um caminho sem volta. Participei recentemente do Lotusphere 2012, evento promovido pela IBM com cerca de cinco mil parceiros e clientes de diferentes cantos do mundo. Durante o encontro, foram apresentadas novas versões de produtos, entre eles o IBM Connections. A plataforma de colaboração corporativa se assemelha muito ao Facebook e traz, em sua nova versão, plug-ins para as redes sociais. Está todo mundo querendo unificar os dados espalhados por aí para poder monetizar o amontoado de informação. É a socialização das ferramentas corporativas.
  3. E-mail dinossauro: a ferramenta de e-mail está com os dias contatos há alguns anos, mas sempre resiste. Eu, particularmente, me valho diariamente das mensagens do Outlook e do Gmail, mas não nego que ela precisa mudar para se manter relevante. Além, claro, dos famosos spams ?enlarge your poetry?, para respeitar o leitor que passa por essas palavras,  o excesso de informações vindas na ferramenta faz com que muitas delas ? especialmente as importantes, porque sorte é coisa para poucos ? sejam deletadas e perdidas para todo o sempre. Algumas fabricantes anunciam modelos sociais, que se valem de analíticos para identificar quais conteúdos são os mais condizentes com seu perfil naquele momento, de acordo com as informações que você acessa em seu próprio computador, das reuniões que estão agendadas em seu calendário, das pessoas com que você mais troca e-mail, enfim… do jeito que está, não dá. Me sinto a Xuxa no meio de uma avalanche de cartinhas de baixinhos. A diferença é que, no programa de TV, a apresentadora não morria afogada no mar de papel.
  4. Evolução do spam: isso me fez pensar em outra coisa. Com as informações que damos quase que inocentemente ao Facebook e a todas as outras redes sociais, blogs, serviços e n outra coisas na web, não devo mais receber, em um espaço de tempo não muito longo, spams sugerindo que eu ?enlarge? my ?poetry?. Com os dados na rede, só faz serviço mal feito quem quer: com base em uma arquitetura de analytics amparada pelo Big Data, é possível encaminhar as ofertas que a pessoa realmente precisa. Seria a evolução do spam chato, sem educação e completamente descartável para uma ferramenta extremamente segura, certeira e relevante no consumo web.
  5. Democratização do ?nada a dizer?: nem tudo são flores quando o assunto é democratização da web. Todos dizem o que querem. Todos mandam informações a torto e a direito. Uma boa parte, sejamos sinceros, é besteira. Pura besteira. Imagens com as frases: ?Esta pessoa quer ter um fim de semana legal?, ?Eu não gosto de purê de batatas? (o que culmina em uma discussão sem fim, ameaças de morte e movimentos sociovirtuais promovidos pelos Defensores dos Comedores de Purê), e todas essas baboseiras e discussões vazias, pouco informadas e pouco embasadas, roubam muito o tempo e a saúde do internauta, além, claro, de propagar a ignorância. A ferramenta é linda. Seu uso torto é uma opção.
  6. Ameaças online: onde há interação, há gente mal-intencionada. E onde há gente mal-intencionada conhecedora de bits e bytes, há desavisados e desprotegidos perdendo dinheiros e dados pessoais. Recentemente, foi descoberto um malware na rede que atacou cerca de 45 mil pessoas ao redor do mundo. As vítimas tiveram informações pessoais roubadas e até perda financeira. Uma pessoa, inclusive, procurou o IT Web para contar o caso, que pode ser lido aqui: Roubo de dados no Facebook: como agir quando eles vão parar no Google

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