Categories: Notícias

Facebook e sopas Campbell querem ler sua mente. Entenda

O Facebook procurou recentemente uma empresa de San Francisco, nos Estados Unidos, chamada SalesBrain para avaliar como os consumidores responderam a anúncios vistos em um smartphone e na TV. Pesquisadores neurais utilizaram vários sensores para medir a transpiração, a frequência cardíaca, o movimento dos olhos e a atividade cerebral dos 70 participantes.
Como conclusão, a companhia identificou que pessoas têm acesso a mais informações nos smartphones do que na TV e assistir televisão força o cérebro a trabalhar mais para combater as distrações.
À Bloomberg, Helen Crossley, chefe de insights para audiências do Facebook IQ, unidade de pesquisa de mercado da rede social, contou que a proximidade física das pessoas com a tela do celular mudou nossa percepção do tamanho do dispositivo. Assim, o aparelho atrai mais a atenção das pessoas e faz com que elas recebam de forma mais positiva o conteúdo.
O Facebook está avançando em algo que muitas companhias querem reforçar suas capacidades daqui para frente: ler a mente das pessoas. Em um mundo de cada vez menores extensões de atenção, no qual os consumidores acessam sites de mídia social e pulam anúncios, os anunciantes estão se voltando para a neurociência para entender como orientar os compradores para seus produtos.
Segundo o neurocientista formado em Harvard, Itiel Dror, as pessoas não são regidas pelo lado racional do cérebro. Assim, a maioria das decisões de compra é feita de forma ‘irracional’, diz o especialista que foi contratado pela empresa de consultoria BrandOpus em Londres, no Reino Unido, para testar o redesenho de um logotipo da McCain Foods.
Empresas como a McCain e outras em todo o mundo estão usando métodos como eye tracking, scanners cerebrais, e codificação facial – câmeras que analisam as expressões das pessoas para avaliar seu estado de espírito segundo por segundo – para determinar reações aos anúncios. A Neuromarketing Science & Business Association, aberta em 2012, tem mais de 1 mil membros em 91 países para colocar em prática iniciativas do tipo.
A Millward Brown, gigante de pesquisa, diz que começou a explorar neurociência há quatro anos e que agora utiliza codificação facial para testar cada spot televisivo que vai lançar em sua agência.
A Innerscope Research, empresa de neurociência de Boston, nos Estados Unidos, que tem empresas como Campbell Soup Co. e o Yahoo! entre seus clientes, aplicou testes biométricos que monitoram os batimentos cardíacos e a pele.
No ano passado, a Innerscope Research fez um trabalho para a Time Warner para mapear as expressões faciais e fazer scanners no olho enquanto participantes assistiam às séries Conan, Dallas, Men at Work e outros programas de TV. Com as reações, os cientistas poderiam, então, decifrar quando a colocação do produto era demasiado óbvia ou tão sutil que nem sequer foi notada.
Também em 2014, a Neuro-Insight, companhia de neuromarketing em Londres, ajudou o Twitter a fazer a avaliação de reações de conteúdo, medindo a atividade cerebral das pessoas enquanto elas estavam on-line. Os pesquisadores descobriram que quando os usuários navegavam pela timeline do Twitter seus cérebros estavam muito ativos, muito mais do que quando liam sites em geral ou assistiam à TV.

Recent Posts

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

57 minutos ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

20 horas ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

22 horas ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

22 horas ago

Chatbots de bancos e fintechs não entendem as emoções dos clientes, aponta estudo

A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…

22 horas ago

Motorola Solutions compra D-Fend por US$ 1,5 bilhão

A Motorola Solutions anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir a D-Fend Solutions,…

23 horas ago