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Facebook bloqueará postagens que negam a existência do holocausto judeu

O Facebook anunciou na segunda (12) que banirá posts que negam ou distorcem informações sobre o holocausto judeu, redirecionando os usuários para perfis e páginas com informações confiáveis a respeito do evento. 

Mark Zuckerberg, CEO da rede social e que também é judeu, informou em um post publicado no mesmo dia que a decisão foi tomada com base no crescimento de discurso anti-semita encontrado na plataforma. 

“Lutei com a tensão entre defender a liberdade de expressão e os danos causados por minimizar ou negar o horror do Holocausto. Meu próprio pensamento evoluiu quando vi dados que mostram um aumento na violência anti-semita, assim como nossas políticas mais amplas sobre discurso de ódio. Traçar as linhas certas entre o que é e o que não é discurso aceitável não é algo simples, mas com o estado atual do mundo, acredito que esse é o equilíbrio certo”, afirmou o executivo em seu perfil. 

Nova postura

A linha de pensamento de Zuckerberg sobre liberdade de expressão já havia sido criticada anteriormente por diversos grupos.

Mas, no caso envolvendo entidades judaicas, o assunto voltou a ganhar força a partir de junho, quando diversas entidades ligadas à causa – em especial, a Liga Anti- Difamação (ADL, em inglês) – começaram a publicar diariamente vídeos solicitando uma mudança de postura na forma como a empresa tratava conteúdos que colocavam em chegue o holocausto judeu. 

Monika Bickert, diretora de políticas de conteúdo do Facebook, divulgou em publicação separada informações de um estudo apontando que quase 25% dos adultos americanos entre 18 e 39 anos acreditavam que o holocausto judeu era um mito ou foi uma ação “exagerada”. 

A rede social informou que, a partir do final deste ano, direcionará as pessoas que procuram por termos associados ao Holocausto ou sua negação a informações confiáveis fora do Facebook, como entidades reconhecidas por trabalhar sobre o tema. 

Até o momento, essa medida abrange apenas citações envolvendo o holocausto judeu: casos semelhantes ocorridos na Armênia ou Ruanda não foram comtemplados nos comunicados da empresa. 

*Com informações da Bloomberg 

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