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Experiência do cliente e novas tecnologias são chave para seguradoras

O que determinará o futuro do setor de seguros no Brasil? Em busca dessa resposta, a everis realizou uma pesquisa.  O relatório intitulado “Tendências e oportunidades do setor de Seguros. Seguros em 2020 e mais adiante”, apresenta um panorama focado nas necessidades do cliente frente ao desenvolvimento de novas tecnologias, a fim de facilitar os processos de negócio para o funcionamento da indústria seguradora.

Desde o início, revela o levantamento, é importante levar em conta que existem diferentes tipos de clientes que se manifestam dependendo de seus interesses. O cliente conservador, por exemplo, tem um conhecimento médio-baixo de seguros e confia em sua corretora e em seu agente para a tomada de decisões. O analítico desenvolve um conhecimento mais profundo dos produtos de seguros e as regras de funcionamento das seguradoras. O cliente effortless, por sua vez, se concentra em simplificar os seguros de acordo com suas necessidades básicas, sem se aprofundar em funções mais complexas.

É importante levar em conta também que o diretor da seguradora adquire um papel crucial no momento de definir o portfólio que será oferecido, levando em consideração a concordância que deve existir com os elementos da tecnologia, a expansão para novos negócios, os formatos de consumo e a evolução dos serviços para atender às necessidades específicas de cada cliente.

“A tecnologia está revolucionando os negócios do setor de Seguros, abrindo novas fronteiras para melhor entendimento das características e demandas específicas dos consumidores, que estão cada vez mais conectados e exigentes. Com sua maior adoção será possível criar novos modelos de negócio, novos produtos e serviços. O objetivo é oferecer proteção abrangente e customizada ao perfil e momento de vida, que facilitará a redução de riscos”, afirma Roberto Ciccone, sócio da everis responsável pela Prática de Seguros na região Américas.

Ao analisar as preferências da população, conhecer as particularidades do setor e refletir sobre a relação existente entre ambos é possível ajudar as organizações a se prepararem para os próximos anos e para compreender melhor o perfil dos novos segurados, que são nativos digitais e buscam por experiências de interação e consumo mais satisfatórias.

Afinal, em 2020, os millennials representarão aproximadamente 50% da população ativa, passando a 75% em 2025, quando terão entre 25 e 40 anos e eles priorizam autonomia, liberdade e flexibilidade, pois caracterizam-se pela capacidade de adaptação rápida e fácil às mudanças de um mercado mais digital e globalizado.

Transformação digital

A transformação digital encontra nas novas tecnologias disruptivas uma alavanca exponencial, que indica que as mudanças serão ainda mais rápidas e intensas, portanto, as organizações e as instituições terão um grande desafio pela frente, um obstáculo crucial: a rapidez e a eficiência para apresentar soluções completas, flexíveis e adequadas aos interesses do usuário.

Assim, levando em consideração as necessidades do negócio e as perspectivas da população em relação aos seguros dentro de um mercado competitivo, será possível especificar uma linha operacional capaz de atender as demandas das gerações futuras e aquelas que conseguiram se estabelecer dentro do panorama social. Da mesma forma, é necessário harmonizar o desenvolvimento tecnológico, sob as medidas regulatórias que pretendem condicionar seguros melhor adaptados aos riscos comuns e aos riscos emergentes.

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