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Exército Brasileiro investe R$ 800 mil para se proteger contra malwares

A fim de fomentar o mercado nacional, o Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (Ccomgex) fechou contrato de R$ 800 mil com a BluePex, uma companhia do Brasil fornecedora de antivírus. De acordo com os termos acertados na licitação, a companhia deverá oferecer de 60 mil licenças de uso de seu antivírus BluePex AVware e implementar um laboratório de análise de ameaças nas instalações do órgão público, em Brasília.

 

O contrato com uma companhia nacional garante que todas as informações fiquem no País e não cheguem ao conhecimento de outras nações, explicou Ulisses Penteado, vice-presidente da BluePex. “O antivírus pega uma ameaça e leva a estatística para o fornecedor da tecnologia. No passado, elas iam para mãos estrangeiras. Agora, esses arquivos ficarão dentro do exército brasileiro, não sairá de lá e órgão não precisará se preocupar com espionagem”, explicou. Anteriormente, o contrato era da espanhola Panda.

 

O acordo, que vale por 24 meses, teve início em 19 de janeiro e será realizado em duas partes: nos 12 primeiros meses será feita a entrega, nos meses seguintes ocorrerá a manutenção. “O edital exige o desenvolvimento, mas a companhia já tem esse produto. Nós só temos de implementar recursos de gerenciamento que a plataforma não tinha até então”, afirmou Penteado. “Estamos preparados para o mercado brasileiro, mas faltam algumas coisas se comparado com as grandes redes disponíveis no mercado internacional.” Essa adaptação, segundo o executivo, deve estar pronta em quatro meses.

 

Com uma provedora nacional, espera-se maior rapidez  na resposta e hora de catalogar novas ameaças. Os malwares que rodam no Brasil são identificados primeiro e, com isso, as soluções de proteção tendem a ser criadas com mais rapidez. Também será possível saber os comportamentos das ameaças em cada região do País.

 

Para que o programa dê certo, dez militares terão um treinamento em duas fases para aprenderem sobre a preparação de vacinas antivírus. “Primeiro eles são ensinados sobre como é a montagem de uma estrutura física de equipamentos para o recebimento das informações de segurança. Depois, é o treinamento dos disseminadores do conhecimento dentro do Exército” explicou.

 

Essas vacinas não serão necessariamente preparadas pelo órgão, “mas eles têm de ter o conhecimento para validar e ter total acesso ao processo, caso seja necessário que o órgão tome conta dessa estrutura junto, ou não, de nossa equipe.”

 

O laboratório, que ficará no Ccomgex, será instalado a partir de maio maio – quatro meses após a data de fechamento do contrato – e operado em parceria com a BluePex. Os valores para a construção da instalação não foram divulgados.

 

Saiba mais:

Ciberguerra: fornecedor de segurança do Exército explica treinamento de SI

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