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Estudo: para 66% gastos com segurança aumentarão

A preocupação com segurança da informação em países emergentes, de forma geral, está maior. Fruto do amadurecimento e internacionalização das companhias. No Brasil, o mesmo acontece e, em parte, é reflexo do momento econômico positivo. Dados de um estudo da PwC, por exemplo, aponta que 66% dos entrevistados no País preveem aumento do orçamento para SI nos próximos 12 meses, índice bastante animador.

A Pesquisa Global Segurança da Informação 2011 / Respeitada – mas ainda limitada, divulgada nesta terça-feira (09/11), na sede da consultoria em São Paulo, avaliou o universo da segurança globalmente com uma base de 12840 companhias, espalhadas por 135 países, sendo 500 delas no Brasil.

Em âmbito global, o que tem direcionado o investimento na área é a condição econômica, apontada por 49% dos entrevistados. Mas continuidade do negócio e recuperação de desastres (40%) e proteção da reputação da empresa (35%) também são agentes relevantes.

Outro dado importante em âmbito global, como aponta Edgar D”Andrea, sócio da PwC, é o aumento do foco na demanda do clientes, citado por 41% dos entrevistados em todo o mundo. É verdade que regulamentação ainda lidera, com 43%, mas já perde espaço. Os gestores de segurança estão mais interessados em atender o cliente. Para a consultoria, o aumento da demanda por SI nas áreas de negócio revela a importância estratégica que a área ganhou nas corporações.

Voltando para o universo brasileiro, uma constatação interessante é um nível de conhecimento acima da média dos incidentes ocorridos. Por ordem de quantidade, os principais problemas foram: exploração de dados, exploração de redes, de sistema, de aplicação, dispositivo móvel e engenharia social. Do total de entrevistados, 28% disseram não conhecer os incidentes, na média global do estudo, este porcentual está em 33%. E, como violação de dados é apontada como ataque frequente, 83% dos participantes no Brasil colocam a proteção das informações como algo extremamente importante.

“O Brasil é um dos que mais se preocupam em descobrir a causa raiz do incidente e isso já foi observado no estudo de 2009. Esse comportamento reflete na superioridade das respostas dos brasileiros”, avalia D”Andrea.

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