Para debater questões relacionadas às mudanças no mercado de trabalho por conta do coronavírus, a Cognizant, empresa de tecnologia e negócios, preparou um estudo com as principais tendências do trabalho remoto.
“Muitas empresas não estavam preparadas para operar remotamente, e a pandemia as forçou a adequar seus protocolos rapidamente. Mas não precisamos criar novas ferramentas de trabalho e, sim, aproveitar melhor o que já tínhamos. Os aplicativos de videoconferência, por exemplo, já existiam antes, mas só passamos a usá-los de forma diária durante a pandemia”, comenta Eduardo Guerreiro, diretor de Negócios Digitais da Cognizant na América Latina.
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Os reflexos do período de isolamento serão tão profundos, que o mundo não voltará ao que era no pós-pandemia. E, segundo o estudo, estamos caminhando cada vez mais para uma “remotopia”: o lugar mais produtivo do planeta, mas sem localização exata, de onde é possível trabalhar, desde que haja uma conexão. Essa definição é muito mais ampla do que simplesmente trabalhar em casa.
“As pessoas poderão trabalhar em qualquer lugar: seja no sofá, em um café, um coworking ou até mesmo em uma ilha paradisíaca. E os impactos vão além: pessoas idosas poderão trabalhar em casa, se assim desejarem. Pessoas que cuidam de parentes que precisam de atenção contínua poderão permanecer no mercado de trabalho e manter sua renda. Esses são alguns dos efeitos da remotopia”, analisa Guerreiro.
O trabalho remoto traz vários benefícios, tanto para trabalhadores quanto para empregadores. Alguns benefícios incluem:
É verdade também que os escritórios não vão desaparecer completamente. Mas a ideia de que devemos passar 40 horas por semana lá, sim. O importante é que os colaboradores tenham a flexibilidade de não precisar ir ao escritório todos os dias, mas que possam ir trabalhar lá, quando quiserem.
“Precisamos entender que o trabalho remoto não é só uma solução a curto prazo e que voltaremos à normalidade depois da pandemia. O trabalho remoto é o futuro. E, no futuro, todos poderão trabalhar onde quer que estiverem”, conclui Guerreiro.
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