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Estrutura básica da Web 2.0 está em funcionamento

A tecnologia direcionada ao consumidor tem avançado tanto em relação à tecnologia corporativa que as pessoas acostumadas aos blogs, aplicativos Ajax e de combinações (mashups) na web podem se sentir como se tivessem dado um salto no tempo em velocidade warp, quando se deparam com tecnologias da década de 1990 ainda em uso. As companhias precisam se adaptar, mas, sabiamente – nem todas as tecnologias da Web 2.0 são úteis no ambiente corporativo.

A classificação Web 2.0 abrange uma variedade de ferramentas, todas elas, destinadas a ajudar as pessoas a se comunicarem e a colaborarem entre si de modo mais eficiente. A maioria das empresas se dedicará às combinações (mashups) que mesclam dados a partir de fontes internas e externas, utilizando novos métodos. Algumas delas são simplesmente meios inovadores de apresentar informações, porém, as mais avançadas são aplicativos plenamente desenvolvidos, com muitos fabricantes promovendo plataformas de desenvolvimento destinadas aos funcionários que não têm experiência na área de programação.

Outras ferramentas da Web 2.0 são melhores quando mantidas dentro dos limites das organizações. Por exemplo, estabelecer uma loja no ambiente do Second Life será um desperdício para a maioria das empresas, mas os ambientes virtuais podem ser úteis como uma maneira de possibilitar a realização de reuniões internas, permitindo maior interação do que quando se utiliza apenas recursos de voz, e têm um custo menor do que a videoconferência. O mesmo princípio vale para os ambientes denominados wikis, que agem como sistemas de gerenciamento de conhecimentos, que são diretos, mas poderosos.

Por outro lado, as redes sociais têm pouco uso quando estão por trás da firewall. Os aplicativos mais avançados direcionados a websites como Facebook ou LinkedIn estão descobrindo sua razão de ser, algo que poucas companhias querem encorajar internamente. Mas as APIs combinadas (mashup) expostas por esses sites podem ser valiosos meios de se comunicar com os clientes, ao mesmo tempo em que as empresas que acrescentam recursos de redes sociais em seus próprios sites podem incentivar os clientes a se comunicarem entre si.

A Web 2.0 significa substituir os web sites estáticos por web services que são acessados por meio de clientes utilizando browsers. Toda companhia que aspirar à interatividade na Web precisa avaliar as tecnologias básicas da Web 2.0. Aplicativos para a Internet repletos de recursos fazem mais sentido em partes de sites e áreas freqüentemente atualizadas, que exigem a colaboração do usuário.

O Ajax, por causa de sua ampla compatibilidade com browsers, continua sendo o padrão para os RIAs (rich Internet applications ou aplicativos de internet repletos de recursos). Os aplicativos internos que são executados em plataformas controladas pela área de TI podem utilizar Java SE, Curl, Adobe Flex ou Microsoft Silverlight, que são mais capazes, mas requerem plug-ins e podem limitar as opções de browsers ou de sistemas operacionais. As tentativas feitas pelas companhias Adobe e Google para levar os RIAs além do browser ainda não estão bem desenvolvidas.

As companhias que já utilizam web services têm uma vantagem, embora uma arquitetura orientada a serviços, por si só, não seja suficiente para a compatibilidade com os RIAs. Os padrões XML já saturados poderão afetar os aplicativos Ajax, que são “leves”, deixando seus Web services compatíveis utilizarem formatos de dados conforme a necessidade.

Novos hardwares também podem ser necessários. Os RIAs bem projetados não transferem mais dados do que páginas web estáticas, mas eles os dividem em “pedaços” menores, eliminando (hammering) servidores com várias conexões de TCP que podem transferir apenas alguns bytes cada uma. Lidar com essa situação pode exigir atualizações de infra-estrutura. E servidores que hospedam componentes combinados (mashup) para a web precisam ter a capacidade de lidar com aumentos de demanda, nos quais a virtualização pode ajudar.

Esta é a segunda matéria da série de sete reportagens intitulada Guia de sobrevivência, que o IT Web publica às quartas-feiras.

Leia também:

Com as máquinas virtuais, o gerenciamento é a chave

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