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Estratégias para crescimento profissional

Sempre há espaço para galgar um posto mais alto nas empresas, mas é preciso seguir algumas regras fundamentais. Se elas não surtirem efeito na companhia atual, certamente uma porta se abrirá em outro lugar. Essa, pelo menos, é a opinião de Flora Victoria, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching (SBC).

“Se uma pessoa quer um lugar ao sol, ela precisa entender o que a diretoria espera. E, na maioria dos casos, a resposta para essa pergunta é um bom resultado financeiro,” lembra Victoria. “E sua postura precisa estar adaptada a isso.”

Para traçar uma estratégia de crescimento profissional, a coach de carreira ensina que o primeiro passo é agir de forma consciente. “Você tem de saber que está em um momento de busca de novas oportunidades e isso requer um esforço a mais. A maioria das pessoas produz apenas 60% de sua capacidade. Você precisa produzir 120%, ou seja, sempre mais do que estão esperando”, aponta ela.

“Mas faça isso, sempre, sem descuidar-se de manter certo equilíbrio entre a vida profissional e pessoal,” recomenda Victoria. “Pessoas frustradas na vida pessoal têm muita dificuldade de motivação no trabalho,” explica.
 
Além disso, é essencial o desenvolvimento consciente de algumas competências. Em primeiro lugar, esse é o momento para que a proatividade passe a fazer parte do seu dia-a-dia. Desafie-se. Encontre motivação inovando no seu trabalho diário. Pense em coisas novas e interessantes, destaca Victoria.

Mas a coach faz uma ressalva importante para que os profissionais não desanimem: “Obviamente quem se move mais e ousa mais, fatalmente se expõe mais e erra mais também.” Por isso, antes de sair por aí tomando decisões, propondo mudanças ou mesmo disparando e-mails, lembre-se: “assuma erros calculados, ou seja, tenha o cuidado de antever os cenários e avaliar os riscos,” aconselha ela.

Erros, porém, vão acontecer. E, nesse momento, a dica é sempre tentar “ressignificá-los”, reforçando o lado positivo. “Não se deixe abalar demais ou por muito tempo. Do contrário, perderá a vontade e energia para seguir em busca de sua meta,” diz a vice-presidente.

Outro ponto importante no momento de planejamento, de acordo com a coach, é lembrar que para além das competências técnicas de cada área, muitas vezes o diferencial de um profissional está na “habilidade de entender um pouco mais sobre as pessoas”.  Uma das formas rápidas de desenvolver esta capacidade seria praticar a empatia. “Tentar entender porque uma pessoa agiu daquela forma e que tipo de educação, por exemplo, ela recebeu,” explica Victoria.

Segundo ela, esse tipo de esforço mental ativa os chamados neurônios espelho, muito ativos durante a infância, responsáveis pelo aprendizado por meio da observação. “O adulto, porém, perde a capacidade de observar de forma curiosa com o objetivo de aprender e desenvolve a observação para criticar, o que é um erro.” Com isso, torna-se mais fácil conseguir o que se deseja das pessoas, antever cenários e evitar cometer sempre os mesmos os erros, já que “a observação com o intuito de aprender gera a mesma conexão neural que a experiência pessoal,” destaca ela.

Por último, lembra Victoria, não se esqueça que nada melhor nesse momento de esforço concentrado do que alguém mais experiente para apoiá-lo e direcioná-lo durante a jornada. “Se a empresa não tem essa cultura, é bom que o próprio profissional busque seu mentor e lhe peça claramente aconselhamento.” Um erro bastante comum quando um profissional busca um mentor é achar que não precisa oferecer nada em troca. “Sempre existe a necessidade de retribuir”.

Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coach, se depois de esse esforço concentrado você não conseguir um posto melhor na empresa em que trabalha, aguarde. Provavelmente seu telefone vai tocar e será alguém oferecendo um cargo mais alto ou mais interessante.

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