Notícias

Está esperando o quê para se render à nuvem?


Muito
tem se falado sobre os prós e contras do armazenamento na nuvem. Cloud
computing,
que um tempo atrás era um termo, muitas vezes, mal entendido pelas
empresas, hoje se mostra um modelo altamente viável e vantajoso para o
ambiente corporativo, independente do tamanho da companhia. Estamos
ainda na fase de amadurecimento do conceito, com parte
das empresas fazendo suas primeiras experiências em cloud. Estimo que
cerca de ¼ das empresas estejam neste estágio, com algum tipo de serviço
ou solução hospedado na nuvem. E acredito que haverá uma transição
neste cenário para um nível mais maduro de adoção
a partir de 2014.
Apesar
de quase metade do mercado estar familiarizado com o termo, apenas 20% entende claramente como funciona. Um percentual ainda tímido,
levando-se em consideração a discussão e a repercussão que o conceito
tem gerado no mercado enquanto tendência. Talvez este baixo índice de
entendimento esteja diretamente ligado às especulações
quanto à segurança: será que os dados da minha empresa estarão
protegidos na nuvem ou serão expostos? Por isso, acho de extrema importância esclarecer todos os pontos.
Num
futuro próximo, a nuvem híbrida (misto de pública e privada) dominará o
mercado.
Mas para que você acompanhe o avanço do mercado na mesma velocidade com
que a tecnologia se modifica, é imprescindível que entenda a diferença
entre estes modelos. Arrisco dizer que cerca de 60% das empresas
brasileiras ainda se confundem de alguma forma
ao abordar o assunto.
Existem
três tipos de adoção de cloud computing: a pública, a privada e a
híbrida.

A pública é desenvolvida para um mercado específico (não para uma única
empresa), está aberta a um vasto e irrestrito universo de potenciais
usuários, os recursos são compartilhados entre um grupo de empresas (com
privacidade e segurança) e a customização é
limitada.

Já a privada é desenvolvida com acesso restrito para uma única
empresa, é passível de personalização, os recursos são compartilhados
internamente, pode estar hospedada dentro ou fora da empresa e a área de
TI é o vendor deste serviço para os usuários.

A híbrida é a criação de uma solução com uma parte dos sistemas rodando
em equipamentos dedicados e a outra entregue através da nuvem pública.
Cabe à área de estratégia de negócios definir quais informações estarão
distribuídas entre as nuvens.

Outro
ponto relevante a se observar são os modelos de entrega, todos cobrados
como serviço. Estamos na era da tecnologia como serviço, no qual os
contratos são cobrados sob demanda. Desde software e infraestrutura até
programação e processos de negócios podem ser contratados como serviço.
É
essencial que, após o pleno entendimento do conceito e das formas de
contratação,
haja um planejamento estratégico das etapas de adoção para que a
iniciativa tenha um resultado eficaz.

Entre os principais benefícios da
computação em nuvem, eu apontaria a flexibilidade que a empresa passa a
ter para crescer seus negócios de acordo com o aumento
da demanda. E aqui falamos de qualquer empresa, desde um pequeno
supermercado até uma operadora de telecom.

Com o uso da nuvem, também
sobra mais tempo para a equipe de tecnologia focar em projetos de maior
valor, que tragam mais inovação para dentro de casa.
E redução de custos, sem dúvida, é uma vantagem do ambiente de cloud. 

Ultrapassando
as barreiras dos desafios e das dúvidas, creio que os investimentos
em cloud devem quadruplicar até 2015, com as empresas enxergando o
potencial deste conceito e explorando-o de maneira plena e estratégica. E
você, está esperando o quê para se render a esta tendência?
(*) José Luis Spagnuolo é Diretor de Cloud Computing da IBM Brasil

 

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

7 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

11 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

13 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

1 dia ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

1 dia ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

1 dia ago