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Ericsson desmistifica consumo de celular na baixa renda

A Ericsson se propôs a entender a segmentação do mercado de telecom. “No Brasil, ela tem sido feita até agora de modo rudimentar, basicamentes separando entre clientes de pré e pós-pago”, afirma Jesper Rhode, vice-presidente de multimídia da empresa.

Para aprofundar este entendimento, a Ericsson empreendeu também um estudo qualitativo dos consumidores da classe D e E. A ação, em conjunto com o Instituto Ipsos Public Affairs, mostra demanda por serviços como transferências de crédito, chamada e mensagens patrocinadas, pacotes e desconto dinâmico (promoções em horários e locais diferenciados).

“Ao contrário do que se supunha, estas pessoas usam todos os recursos de valor agregado do celular, como MP3, conexão Bluetooth, foto, vídeo e internet”, afirma Caetano Notari, diretor de consultoria da Ericsson. Por outro lado, o aparelho continua sendo símbolo de status, um objeto aspiracional, afirma. E estes consumidores também apresentaram receio do compromisso com gasto mensal, já que muitos possuem renda variável.

Outra descoberta, segundo Notari, refere-se à convergência. “A grande maioria dos usuários já conhece e usa internet, e a inclusão está se dando principalmente por meio de lan houses”, comenta. As entrevistas foram realizadas em favelas de São Paulo e Recife, e na região rural de Indaiatuba.

Pesquisa global de perfis

A percepção de que o brasileiro médio se encaixa em um perfil de consumo básico de telefonia pode estar equivocada. Pesquisa realizada pela Ericsson identificou os principais tipos de usuários de serviços de telecomunicações, desmistificando algumas concepções tomadas como base para oferta de aparelhos e serviços.

O estudo destaca três linhas principais no Brasil: a “mainstream youth”, de jovens entre 15 e 24 anos, que moram com os pais e são estudantes, ávidos por consumo mas racionais nos gastos; a “experiencers”, de pessoas entre 25 e 59 anos, interessadas em novidades tecnológicas; e a “in touch organisers”, que compreende adultos de 30 a 64 anos, casados e com filhos, com alto nível de renda e que usam a tecnologia como meio para alcançar algum fim.

Os resultados no Brasil apresentam diferenças em comparação à pesquisa global, realizada em 11 países, com cerca de 16 mil pessoas, em 2008. No Brasil, foram 1,2 mil entrevistas.

O estudo global identificou oito perfis de consumo, em que destacam-se o de “family phoners” e o de “basic phoners”, que em ambos os casos são compostos por pessoas com mais de 30 anos e não tão afeitas à tecnologia.

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Acompanhe a cobertura completa da décima edição da Futurecom.

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