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Endeavor >> Trainee ou estagiário: qual faz mais sentido para minha empresa?

À medida que as empresas crescem, é comum vermos empreendedores com dúvidas sobre o momento ideal para contratar jovens profissionais por meio de programas de trainee ou estágio. Mas será mesmo que esta é a solução que mais atende às necessidades da sua empresa?

É bem possível que você esteja pensando em oficializar a porta de entrada de jovens na sua empresa, afinal de contas, este público pulsa inovação e movimento, não é mesmo?

Ao falarmos desse assunto, vale trazer aqui um ponto que parece óbvio, mas é importante sempre ressaltar: cada empresa é única, assim como seus profissionais. Um estagiário pode ser ótimo para uma organização, mas em outra talvez não. O que encanta um jovem em uma empresa pode ser justamente o que faz com que ele saia de outra.

E essa lógica também vale no momento de decidir (1) se é melhor contratar um estagiário ou trainee e (2) definir o que se espera deles.  Não pretendo apontar aqui todas as diferenças entre as duas opções de contratação de jovens. Porém, gostaria de esclarecer as principais e provocar algumas reflexões sobre o assunto.

Reflexões
A primeira grande questão é olhar para sua empresa e desenhar como deverá ser a estrutura de colaboradores daqui a cinco anos para dar sustentabilidade à sua visão do negócio. É fundamental ter ciência de quais são os “gaps” que precisam ser trabalhados e, só então, traçar uma estratégia de que tipo de profissional precisa e como fazer esse investimento.  

Outro aspecto que deve ser analisado com cuidado é o desenvolvimento de pessoas na sua empresa: (1) como os colaboradores crescem e se desenvolvem, (2) quais os processos de gestão de pessoas que são praticados e (3) se os talentos da empresa estão sendo bem aproveitados.

Outro fator de sucesso de um programa dentro da empresa, se não for o principal, é saber se os gestores estão preparados para desenvolver e liderar jovens em início de carreira sem muito conhecimento prático. Para que sua estratégia seja bem sucedida, a palavra desenvolvimento precisa estar incorporada nos valores e na cultura da organização.

Tendo clareza desses pontos, trago mais alguns questionamentos práticos. Se a parte da empresa em que você precisa de mais “braços” é a base e ela pode esperar alguns anos para que esses jovens assumampapéisestratégicos, talvez a melhor alternativa seja começar com um programa de estágio. Essa opção, além de envolver menor custo de implantação, permite que você consiga desenvolver jovens e promover resultados em longo prazo.

Agora se a sua empresa tem menos tempo para esperar o desenvolvimento de futuros gestores/especialistas ou está em busca de uma solução para preencher uma lacuna no “meio da pirâmide” de colaboradores, é possível que a contratação de trainees atenda melhor sua demanda – visto que muitas vezes já fizeram estágios ou têm alguma outra vivência profissional. Vale lembrar que um programa estruturado, terá como objetivo a aceleração de carreira e resultado. Então, existe aqui uma correlação de custo benefício que deverá ser levada em conta na hora da tomada de decisão. Nessaalternativa, o programa de desenvolvimento requer mais dedicação e adesão dos gestores desses jovens.

A implantação
Independente da sua decisão (estagiários ou trainees), saiba que o mais recomendado é começar aos poucos.  Nada impede que, mesmo tendo todas as respostas às perguntas anteriores, você contrate um único estagiário ou trainee. Outra vantagem de iniciar as contratações aos poucos é poder esperar um tempo até que a causa seja abraçada por todas as áreas e não só por recursos humanos – o que é fundamental para que seja um sucesso.

Por último, além de preocupar-se com entrada de jovens é importante que sua empresa apresente com transparência as oportunidades de permanência na organização. O ideal é que a empresa se prepare para responder, por exemplo, quais são as possibilidades de trajetórias de carreira que existem e, dentro de cada uma, o que cabe ao jovem e o que cabe à empresa.Dessa forma, esta geração se sente “fazendo parte” do crescimento da empresa e aporta mais valor ao seu trabalho.

Boa sorte!


(*) Sandra Cabral é diretora da Unidade de Negócios Desenvolvimento & Carreira do Grupo DMRH

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