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EMC mira transformação dos negócios e Big Data

O consenso da indústria é de que 2014 foi um ano desafiador. Mas cenários como esses mexem com a criatividade das empresas e incentivam a inovação. “Estamos passando por uma transformação na TI como nunca vi em minha carreira de mais de 30 anos”, sintetiza Carlos Cunha, presidente da EMC Brasil. Segundo ele, esse quadro o motiva muito e é esteira para garantir bons negócios em 2015.

Cunha lembra que a transformação é tão profunda que os fornecedores têm de se adaptar ao novo universo. Ele reconhece, no entanto, que esse é um processo que consome tempo e exige o envolvimento de toda a cadeia de valor, do próprio fabricante até os parceiros. “Estou fazendo isso com meu time e acredito que em razão disso tivemos bons resultados em 2014, apesar da economia turbulenta”, afirma.

Em encontro com jornalistas em São Paulo, Cunha recordou que este ano marcou diversos avanços na estratégia da organização, como a inauguração do Centro de Pesquisa e desenvolvimento (P&D) em Big Data da fabricante no Rio Janeiro, um passo a mais na estratégia para fortalecer sua atuação nesse mercado.

Além disso, a empresa anunciou um curso de MBA em parceria com o Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead) para uma turma inicial de 25 profissionais com o tema Big Data. “O conhecimento é a base da transformação. Por isso, estamos com mais essa frente”, conta o executivo.

Cunha relata que embora forte no posicionamento para Big Data, a EMC não abandonará seu core business: a pesquisa e o desenvolvimento em armazenamento, especialmente porque o conceito traz por trás uma necessidade grande de infraestrutura. “Tanto é que nos últimos meses compramos uma série de empresas desse segmento, com perfil disruptivo”, observa.

O que mudou no posicionamento da EMC é que até pouco tempo a empresa, segundo Cunha, trabalhava com dados, agora o foco são as informações. Dados por si só não levam valor para os negócios, mas, sim, as informações que podem ser geradas a partir deles.

O presidente da EMC acredita que o mercado brasileiro está preparado para Big Data. O executivo cita que geralmente o País consume cerca de dois anos para se aproximar de tecnologias já em uso nos Estados Unidos, por exemplo. Mas nesse caso, o salto foi muito rápido.

Foco no cliente
A EMC assumiu nos próximos três anos o compromisso das transformações interna e externa e, de acordo com Cunha, essa postura também está diretamente relacionada à conquista de mais proximidade com os clientes. “Queremos estar mais próximos deles”, afirma.

Para garantir esse alinhamento, Cunha relata que está aplicando diversas mudanças na estrutura da EMC para aumentar a atenção do time nos clientes. Uma delas relacionada às atuação nas regiões. Agora, um profissional ficará totalmente focado na Região Sul, com base em Curitiba. Antes, a equipe que cuidava do Sul também atendia São Paulo. “Dessa forma, vamos mirar a transformação com base em Big Data e cloud híbrida”, explica.

Um diretor ficará focado em São Paulo e outro voltará as atenções para o Norte, que engloba do Rio de Janeiro para cima. “A movimentação nas contas tem como objetivo fazer os profissionais entenderem melhor os clientes e atendê-los de forma diferenciada, em blocos”, pontua.

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