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EMC aplica gamificação para parceiros e eleva engajamento

A EMC começou a aplicar em sua rede de 5 mil canais e os times de engenheiros de venda na América do Norte uma iniciativa de gamificação que utiliza elementos do golfe para incentivar treinamentos, vendas e desempenho de sua rede de parceiros. O projeto é liderado por Steve Harvey, líder global de Pré-Vendas da EMC Partners – e deve chegar ao Brasil e outros países da América Latina no início do ano que vem, adaptado com elementos de futebol, culturalmente mais próximo da nossa realidade.
“Notamos que primeiro os parceiros ficavam empolgados quando recebiam atualizações, produtos… Mas depois de um tempo, acompanhávamos que eles achavam muito difícil entender a tecnologia e se posicionar com clientes. A necessidade de treinamento era crucial, e nem todos seguiam todo o programa”, comenta Harvey. Após a implementação da iniciativa, parceiros que já atuam com a abordagem (50%, aproximadamente), o aumento de engajamento é “visível”, conforme define o executivo.
O projeto estabelece prêmios em dinheiro ou com valor monetário, como vales-presente. Harvey explica que isso é importante, especialmente nas equipes de vendas e times em campo, que são “altamente motivados por recompensas financeiras”. A EMC não revela todos os nomes dos parceiros que já atuam nessa abordagem, mas divulga que uma delas é a PC Connection.
Apoio Interno
Como se sabe, a gamificação nada mais é do que a aplicação de técnicas e filosofia de jogos em processos de negócio, criando uma competição interna para atingir metas e objetivos de negócio. Consequentemente, os vencedores são premiados. Grande parte do sucesso da iniciativa norte-americana da EMC o executivo atribui ao apoio interno de altas lideranças executivas, bem como liberação de orçamento. “Sabemos que é preciso ter financiamento, então ter um parceiro dentro da empresa que irá financiar o projeto foi fundamental para colocá-lo em prática e já notar os primeiros resultados”, conta.
Além disso, a dificuldade que algumas companhias têm de inovar e realmente trazer coisas novas para os processos de negócio pode barrar bons projetos – inclusive de gamificação, fortemente influenciada pela cultura digital e, óbvio, de games.
Ainda que instigue a competitividade, o especialista não considera que a gamificação seja conflitante com outras iniciativas, como a colaboração, para mencionar outra tendência em processos de negócio. “Na verdade são projetos complementares. Estamos fazendo as duas. Em paralelo, temos iniciativas de social business e outras tecnologias participativas”, finaliza o executivo.

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