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É possível gerenciar a energia de data center remotamente?

Do conforto do seu sofá, talvez a partir de um tablet, já é possível ligar e desligar um gerador de energia de um data center tão grande quanto um prédio. Essa nova capacidade não é surpresa. O acesso remoto para executar funções do ambiente de dados, incluindo operações de rede, são rotina em muitas instalações. Qualquer pessoa que usa um serviço de nuvem para gerenciar ambientes pode fazê-lo remotamente.

Mas a capacidade de gerenciar a distância os sistemas críticos de um data center usando megawatts de energia – e também fazer backup desses sistemas com geradores enormes – ainda deixa algumas pessoas desconfortáveis. Eles veem a capacidade como um potencial risco para a segurança.

A Emerson Network Power, que atua no setor de continuidade de negócios, tem inserido capacidades semelhantes em seus produtos. Exemplo está na tecnologia Asco Powerquest, que, por meio de telas sensíveis ao toque e suporte a múltiplos dispositivos móveis, realiza o monitoramento e o controle de energia do data center.

O sistema pode ser ligado e desligado por meio da internet, uma capacidade que está sendo impulsionada. Essas mudanças exigem testes de gerador para as indústrias que prestam serviços críticos, observa Bhavesh Patel, diretor de Marketing para a linha Asco.

De acordo com ele, os usuários desse sistema, muitas vezes, conduzem testes do gerador fora do horário de pico e têm sistemas de geração espalhados em várias instalações para garantir disponibilidade e não interferir nas rotinas diárias do data center e demais funcionários da organização.

Mesmo assim, Philip Berman, ex-CIO, líder da prática de data center da PricewaterhouseCoopers, não se sente confortável com a gestão remota do ambiente por meio da web. “Prefiro ter o controle bem a minha frente”, diz.

Yves Carriere, gerente de um data center [que ele não quis revelar o nome], é contundente em relação à prática. “Se você pode desligá-lo remotamente, significa que alguém pode invadir o sistema”, preocupa-se.

Carriere e Berman não descartam a utilização de gerenciamento remoto em um futuro próximo, mas apontam que precisariam de mais informações sobre a segurança para que possam ser convencidos de que a prática não é arriscada.

Sobre o tema, Patel cita a operação do ATM [caixas eletrônicos], que hoje é amplamente usada pela internet, e até mesmo a cirurgia remota como prova de que um alto nível de confiança pode ser criado até para os sistemas mais críticos.

O diretor de Marketing para a linha Asco diz que é possível usar criptografia de 128 bits e que um dispositivo móvel com software de segurança instalado pode ser o primeiro nível de autenticação.

Keith Chapman, gerente de Arquitetura de Rede e Segurança da Stewart & Stevenson, especializada na fabricação de equipamentos para a indústria petrolífera e militar, tem um data center pequeno e o controle remoto de sistemas de potência crítica não é algo que a companhia precise. Mas ser capaz de monitorar as operações tornou-se algo vital.

Há dois anos, o data center passou a contar com uma ferramenta que notifica remotamente quando o gerador é ligado, ou se os suprimentos de bateria ou de combustível estão baixos. A tecnologia pode até mesmo verificar os níveis de combustível. Todas as mensagens colhidas são enviadas via e-mail para o administrador do data center.

Antes, o funcionário responsável pela segurança do edifício em que o data center está instalado ligaria para Chapman para dizer-lhe que o gerador foi executado. Agora, essa atividade não é mais necessária, já que os dados são enviados por meio da internet. Uma atividade simples, que segundo o executivo, passou a fazer grande diferença nas operações. E o que pensa a sua empresa sobre esse recurso?

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