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E-commerce registra recorde e movimenta R$ 53,4 bi no semestre

O comércio eletrônico bateu recorde de vendas no primeiro semestre movimentando R$ 53,4 bilhões, alta de 31% em um ano. Os dados, divulgados na quarta-feira (11), pertencem à 44ª edição do Webshoppers, estudo elaborado pela Ebit Nielsen e realizado em parceria com o Bexs Banco, empresa especializada em câmbio e soluções de pagamentos digitais.

O desempenho deve-se aos aumentos de 22% no ticket médio, que saltou para R$ 534 reais, e de 7% no número de pedidos, que somaram 100 milhões.

O e-commerce passa por um período de consolidação após o crescimento expressivo do ano passado, de modo que consumidor agora comprará de forma mais recorrente e diversificada. Isso fica claro diante da estabilização do número de novos consumidores no semestre, que ficou em 6,2 milhões, volume inferior aos 7,3 milhões no mesmo período do ano passado.

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“Esse movimento de consolidação é natural. A pandemia fomentou um crescimento muito forte no ano passado. O importante é que o e-commerce está mantendo o patamar elevado graças ao serviço prestado pelas lojas e pela adaptação das pessoas ao ambiente online”, detalhou o líder de e-commerce da Ebit Nielsen, Marcelo Osanai.

Outro fator aponta para esse avanço: o novo consumidor entra com um apetite mais alto do que aqueles que já compram online. O ticket médio dos recém-chegados é superior à média total, atingindo R$ 556.

Destaques

As compras por celular responderam por mais da metade do faturamento total do e-commerce e do número de pedidos. Foram R$ 28,2 bilhões em vendas no semestre, aumento de 28,4%, enquanto os pedidos no mobile chegaram a 56,3% do total, ampliação de 8,7%. Por sua vez, o ticket médio ficou em R$ 502, abaixo do valor geral do e-commerce.

No recorte por segmentos, departamento e esportivo se destacaram no período semestre, com alta de 37% e 48% em vendas, respectivamente. Em seguida, aparecem pet shop (56%), alimentos (+34%). Já casa e decoração teve alta de 155% em vendas.

De acordo com o estudo, sites de busca e redes sociais foram os principais meios para as lojas online. O maior percentual de redes sociais (30%) é registrado no segmento roupas e calçados. E o maior em sites de busca (41%) é visto em aquisições de produtos automotivos.

O mapeamento da Ebit Nielsen aponta que a região Sudeste liderou mais da metade (51%) do faturamento total. Sul e Norte, contudo, cresceram mais no período, com avanço de 57% e 52%, respectivamente.

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