A Dualtec anunciou em abril deste ano sua entrada na comunidade open source dedicada ao projeto Openstack, que é um ecossistema aberto voltado para a gestão de infraestrutura física e virtual em um ambiente de transição para o cloud computing. Cerca de seis meses depois, a companhia anunciou o lançamento de um produto baseado na metodologia para o mercado brasileiro, o DualStack, serviço de nuvem dedicada.
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De forma geral, o OpenStack é um ambiente de colaboração global de desenvolvedores especialistas em cloud computing para a geração de uma plataforma open source voltada para tecnologia. A ideia é entregar soluções para todos os tipos de nuvem com implementação simples, escalabilidade massiva e rica em funcionalidades.
Segundo Renato Serra Armani, chief innovation officer da Dualtec, soluções baseadas em OpenStack normalmente são utilizadas por provedores para a gerência de múltiplas nuvens. Com a oferta, a companhia pretende atingir empresas de pequeno e médio porte com nuvens dedicadas. ?O OpenStack é um software de infraestrutura como serviço, então garante orquestração?, introduziu Armani. O executivo explicou que, ao levar aplicações para a nuvem, a empresa decide quais computing nodes serão criados, de acordo com o número de serviços que serão alocados nesse ambiente.
O Dualsteck, baseado em OpenStack, traz uma inteligência de software à infraestrutura orquestrar essa capacidade. ?O OpenStack nivela essa camada de infraestrutura, pode aumentar a quantidade de fluxo de trabalho, colocar mais capacidade, escalar de forma praticamente automática?, prometeu, explicando que a companhia já tem dois clientes com a novidade. ?Quando falamos em nuvem estamos falando em processos?, explicou. ?O nosso discurso está indo na linha do controle?, explicou, detalhando que o painel de gerenciamento fica com a equipe da empresa que cotrata o serviço.
Armani explicou ainda que a companhia fez uma adaptação na oferta para atender ao mercado brasileiro: a retirada do billing elástico puro. ?Quando falamos em nuvem pública, o cliente fica com o cabelo em pé. As pessoas praticamente precisam fazer mestrado para entender aquilo e não é fácil explicar para o CFO que em um mês ele paga um valor e, em outro mês, outro. Neste modelo não. Ainda trabalho com fixo, baseado no quanto ele precisa de recurso; tanto fluxo de trabalho quanto de capacidade?, contextualizou.
Transição
Na visão de Armani, o mercado passará por uma transição entre a oferta de billing elástico e fixo, chegando a um ambiente mais flexível baseado em consumo pelo uso. ?Tende a ser elástico no futuro, mas o modelo precisa ficar mais simples e haver maturidade para compreensão não somente do CIO, mas do próprio diretor financeiro, que acaba ficando com a conta?, justificou.
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