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Distribuidor norte-americano democratiza informação com colaboração

O termo social business é outra expressão que está ganhando força no ambiente de TI corporativa, ainda que não tenha decolado por completo e as definições sobre o que isso realmente é sejam divergentes. Mesmo assim, algumas companhias já apostam nesta frente e com objetivos claros: garantir mais agilidade e produtividade e entregar um ambiente menos hostil aos empregados. Um desses exemplos vem da Pensilvânia (EUA), onde a empresa de distribuição CH Briggs resolveu aderir à onda e a partir de uma plataforma que ainda não estava em uso por ninguém, a Inforce Everywhere.

O produto, fruto de uma parceria entre a Infor e a Salesforce.com, nada mais é que a integração do CRM e da plataforma de colaboração Chatter da Salesforce, com as aplicações corporativas da Infor, tendo como habilitador da troca de informações a plataforma de middleware ION, também da Infor.

Como comentou Julia Klein, CEO da CH Briggs, em participação no Inforum, evento anual da Infor para clientes e usuários em Denver (EUA), o mercado de distribuição é altamente complexo, sobretudo, quando se atua em diversas frentes. No caso da CH Briggs construção civil, arquitetura, governo e obras comerciais. O interessante de assistir a uma CEO falar sobre o projeto de TI é a importância que essas novas tendências têm garantido à adoção de tecnologia, facilitando, em alguns casos, a vida do CIO, que, muitas vezes, sofre para garantir o patrocínio do líder da empresa.

Embora tenha um perfil inovador e de não temer riscos, Julia lembrou que já vinha trabalhando com a Salesforce havia três anos e isso contribuiu para que a executiva aprovasse a aproximação com a Infor e aderisse à nova oferta. ?Alguém precisa ser o primeiro. Quando vi o anúncio, no Dreamforce (evento promovido pela Salesforce), decidi aderir. A plataforma é rápida e permite uma colaboração muito efetiva entre os funcionários. Além disso, os processos correm muito bem?, declara.

Julia frisa que o mercado de distribuição, principalmente, quando se atua em cidades pequenas tende a ser mais complicado, embora o giro financeiro, muitas vezes seja grande. Então, garantir agilidade à operação, conclui a executiva, traz mais eficiência e redução de custo. Para a CEO, todo o projeto de colaboração a partir do Inforce se resume em três benefícios corporativos: ?Velocidade, colocamos produtos e serviços no mercado mais rapidamente. Todos os colaboradores estão integrados, as atualizações são automáticas. O segundo benefício é o engajamento que a plataforma permite até pela forma de compartilhar. ERP é um grande sistema de dados, mas não de engajamento. Carregamos todos esses dados importantes no bolso. Toda a empresa acessa. O terceiro e mais importante é a capacidade de entrega.?

Embora Julia não tenha citado como um dos benefícios corporativos em seu resumo, algo que vale frisar nesse projeto é a socialização do ERP. Ela comentou isso por várias vezes e, talvez, ela tenha conseguido o que muitas companhias tentam: tornar um software que processa informações importantíssimas à corporação, mas que pode ser subutilizado quando o assunto é tomada de decisão ou geração de conhecimento. ?Nossos clientes, no passado, não usavam internet, viviam como silos, agora, todo mundo vive socialmente e conectado. O mundo é social e móvel e a informação se movimenta cada vez mais rápido e precisamos, como empresa, acompanhar isso.?

*O jornalista viajou à Denver (EUA) a convite da Infor

 

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