Dizemos que, muitas vezes, a importância não está na resposta, mas na pergunta. Ela é a motivadora, o norte para mirar a integração que almejamos de forma única e assertiva. Por isso, usamos esse pensamento como um desafio proposto a nós e às empresas, como um caminho para fazer a transformação digital. Uma pesquisa conduzida pela Capgemini revela que pelo menos metade das empresas brasileiras estão investindo em transformação digital.
Embora muitas companhias parecem entender o tema, o relatório pontua que o compromisso da alta administração e a promoção de um entendimento comum em toda a organização é um dos principais desafios a serem superados. Como parte atuante neste cenário, as APIs são a conexão de sucesso das empresas digitais. Vemos um nível de maturidade alto neste tema, onde as expectativas das empresas fazem com que a integração colabore para negócios mais ágeis e lucrativos.
Por isso, nesta série ‘Desmistificando APIs’, vou mencionar algumas frentes atuantes de integração digital dos negócios, tais como internas e externas. O desenvolvimento compartilhado interno permite a utilização de APIs de serviços comuns, com um catálogo para todos conhecerem o que há disponível nos sistemas.
Já as APIs externas são expostas pela web para permitir a conexão B2B, via cloud ou por meio de aplicativos e internet das coisas com os parceiros de negócios. Ambas categorias podem ser iguais ou possuir características diferentes. A diferença está apenas na sua política de acesso.
Em complemento, podemos mencionar outras categorias. As APIs privadas não devem estar acessíveis a todos os parceiros de negócios, sistemas ou colaboradores da empresa. Para isto, elas possuem configurações personalizadas para cada usuário.
As APIs abertas ou públicas estão acessíveis a todos, porém, isso não significa que pode ser utilizada sem controle. Em geral, sempre haverá um cadastro prévio e um método de autenticação para começar a utilizar estas APIs. Dependendo do momento, as APIs trabalharão juntas para serem estrategicamente expostas externamente, internamente, de forma privada e de forma aberta. Por isso, ela deve transitar ou agregar rotas para agilizar as conexões.
Neste cenário de integração conjunta de sistemas e acessos, essas classes nunca devem ser um limitante, caso contrário há algum equívoco com a arquitetura ou a visão dos negócios. Já vemos empresas adotando a implementação e gestão de APIs para todos os exemplos apresentados, porque há ganhos mensuráveis como agilidade para lançamento de produtos e serviços, como também redução de custos com a reutilização de dados e regras de negócios. Isso só acontece porque as companhias constataram que não há barreiras para interno ou externo, apenas uma questão de rota. Volto ao nosso ponto inicial e agora pessoal: sua empresa está pronta para a integração digital dos negócios?
*Julio Fernandes é Evangelista Digital da Axway
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