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Desenvolvimento da competência digital é a chave para transformação do ensino

Mesmo antes da pandemia, já sabíamos que o mundo do trabalho estava em plena transformação, e que novas profissões já surgiam. No entanto, tais mudanças ainda não pareciam estar refletidas na sala de aula e no dia a dia da educação tradicional. Agora, com um novo normal começando a ser criado nas instituições de ensino, podemos esperar mudanças impulsionadas pela adoção do digital, impactando no mercado de trabalho? O assunto foi discutido em uma transmissão ao vivo do Movimento Brasil Digital, no último dia 12.

 

Os convidados ajudaram a desvendar esse futuro e concordam que a educação é o caminho para minimizar as diferenças e desigualdades tão evidenciadas pela chegada do novo coronavírus. Mas o fato é que, quando as escolas brasileiras começaram a fechar por conta das regras de distanciamento social, poucas instituições de ensino estavam preparadas para fazer a transição entre o ensino presencial e o ensino remoto, segundo a especialista Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira).

 

Com isso, as instituições de ensino saíram buscando formas de garantir a aprendizagem remota, com várias tentativas e estratégias utilizadas. Todo esse processo evidenciou que o grau de adoção de tecnologia ainda era muito baixo, mas é importante lembrar que, a tecnologia por si só, não é capaz de fazer a transformação necessária. “Tecnologia para reproduzir um modelo tradicional de aula onde o professor fala e os alunos escutam não faz diferença nenhuma”, alerta Lucia. É essencial mudar a prática pedagógica e, para isso, é preciso desenvolver a capacidade e competência digital de professores e gestores.

 

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No mundo corporativo, não é diferente. Altair Rossato, CEO da Deloitte Brasil, considera que “qualquer transformação requer transformação de pessoas. É preciso ter a mudança de mindset”. O executivo aponta que até 80% do seu tempo, hoje, é dedicado às pessoas, e tem uma preocupação: “como eu vou manter no médio prazo as pessoas educadas e atualizadas sem observarem os seus pares ou as pessoas mais experientes do seu lado”, diz.

 

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A gestão de pessoas, no cenário corporativo, precisa ser mais valorizada e inserida no currículo de cursos superiores, segundo Ruy Shiozawa, CEO do Great Place To Work Brasil. “O gap de cuidar e gerir pessoas é bastante grande. As empresas já se acostumaram com a ideia de que as pessoas vão chegar com uma defasagem e que é preciso suprir”, diz. “Enquanto a gente não tiver mais habilidades emocionais, humanas e de relacionamento, o gap da tecnologia se torna maior ainda”, resume Shiozawa.

 

Confira a discussão na íntegra no canal do Movimento Brasil Digital no YouTube:

 


 

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