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Desenvolvedor móvel: empresas chegam a pagar R$ 100 a hora

Desenvolver aplicativos móveis não é carreira promissora somente para profissionais autônomos. Por conta do movimento de consumerização e a enxurrada de dispositivos de mão no ambiente corporativo, uma atividade que ganha espaço nas corporações é a produção de apps que garantam a mobilidade e facilidade de acesso das aplicações empresariais, com remuneração de até R$ 100 a hora ao profissional especializado.

?Esta área difere das demais porque tem duas necessidades específicas: uma corporativa e outra pessoal?, explicou o coordenador do MBA em Mobile Applications da Fiap, Eduardo Endo.

Especificamente na instituição, o curso tem 50% da carga horária focada na plataforma iOS, que atende ao iPad e ao iPhone, da Apple, exatamente por conta das especificidades de seu código Objective C. O Android, do Google, que tem sua espinha dorsal baseada no já conhecido e difundido Java, fica com 40% do conteúdo. O Windows Phone, da Microsoft, fica com a menor proporção, 10%, exatamente por ainda ser considerado pela instituição de ensino como ?aposta?, mas ainda é tido como de fácil desenvolvimento por ter base no famoso C#. webOS e Symbian, por exemplo, não são sequer considerados pelo fraco desempenho de mercado.

?A plataforma móvel que hoje tem desenvolvimento mais fácil é o Windows Phone, mas vale lembrar que ela não está totalmente estabilizada?, ponderou Endo.

Aplicações

Em termos de aplicações, no ambiente corporativo o foco principal é em programas que facilitem a coleta de dados em campo. ?No campo corporativo, o Android tem aderência de mercado muito maior que o iOS?, comentou o professor, atribuindo esse melhor desempenho ao alto número de modelos de smartphones e tablets que utilizam o sistema operacional. Como há mais opções, há preços variados, muitos dos quais inferiores aos produtos priprietários da Apple.

Mesmo quando trabalha em um ambiente empresarial, o desenvolvedor móvel atua como prestador de serviços, com a hora valendo, ao menos na região metropolitana de São Paulo, algo em torno de R$ 80 a R$ 100.

No caso de desenvolvedores iOS, por exemplo, que trabalhem de forma autônoma produzindo aplicativos a consumidores finais na App Store, os ganhos giram em torno de R$ 2 mil a R$ 3 mil por mês no caso de apps bem sucedidos.

 

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