Para a entidade, o resultado segue a tendência observada na última edição da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico, realizada pela Federação em parceria com a E-bit/Buscapé, divulgada em março. De acordo com os economistas da FecomercioSP, o
comércio eletrônico também está sentindo os efeitos da inflação elevada, dos juros altos, escassez de crédito e o aumento do desemprego.
Os motivos pelos quais o e-commece ganha espaço na data, de acordo com a Federação, são avanços tecnológicos e mudanças de comportamento do consumidor. Com a crise, o comércio eletrônico também representa um importante canal de pesquisa de preços e procura de promoções, que tende a ser aproveitado por pais e filhos em busca de presentes que caibam em um orçamento cada vez mais apertado.
A Entidade estima que no mês das mães a participação do comércio eletrônico no faturamento total do varejo no estado de São Paulo deve chegar a 3,3% ante os 3,2% em maio de 2015. No mesmo período de 2014 a participação do e-commerce era de 3%.
As vendas on-line estão concentradas em itens dos setores de bens duráveis (eletrodomésticos e celulares, por exemplo) e semiduráveis (vestuário e calçados), exatamente os mais afetados pela retração da atividade econômica. Apesar disso, as vendas do e-commerce para a data devem se concentrar em itens como perfumaria e cosméticos, roupas, calçados, acessórios e livros.