Categories: Notícias

Deputados divergem sobre elevação dos custos da folha de pagamento

A iniciativa do presidente do Senado, Renan Calheiros, de devolver ao Planalto a medida provisória (MP 669/15) que aumenta a alíquota da folha de pagamento nas empresas repercutiu na Câmara dos Deputados.

Em pronunciamento na tribuna do Plenário, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) explicou que o objetivo da desoneração da folha de pagamentos feita pelo Executivo em 2011 era estimular a competitividade do setor exportador e que o governo esperava manter o nível de emprego e melhorar a arrecadação, com o aumento das vendas para o exterior.

Segundo Chinaglia, as expectativas, no entanto, não se confirmaram nesses três anos e meio. Para ele, a elevação das alíquotas da folha de pagamentos não vai prejudicar as empresas. “Se não arrecadar mais e gastar menos, o Brasil vai ter de vender títulos da dívida pública, o que pressionará para juros altos. Isso afetaria o consumo das famílias”, argumentou. “Se consomem menos, as empresas e as indústrias também vendem menos. E aí entra-se em um círculo que nós não queremos entrar”, completou.

O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) apoiou a iniciativa do presidente do Senado e observou que o aumento de impostos só pode ser feito por meio de projeto de lei e precisa de um prazo de 90 dias para entrar em vigor. “Não se pode aceitar medida provisória elevando imposto com vigência imediata, tirando as prerrogativas do Congresso”, observou.

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), também reforçou a tese de que uma medida provisória não pode alterar o sistema tributário. Ele frisou que agora, via projeto de lei, a matéria terá de tramitar pelas comissões permanentes e ser debatida com a sociedade, antes de ir a Plenário. “Foi o governo Dilma que gastou mais do que arrecadou e levou o País a essa situação”, opinou.

Na visão do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), o aumento de alíquotas vai prejudicar a economia em um momento de baixa arrecadação e atividade estagnada. Ele criticou a declaração do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que as desonerações do passado teriam sido uma “brincadeira cara”.

*Com informações da Câmara dos Deputados

Recent Posts

NiCE cria hub de pesquisa para acelerar adoção de IA agêntica nas empresas

A NiCE anunciou a criação do NiCE Labs, um laboratório voltado ao desenvolvimento e à…

2 minutos ago

83% dos executivos dizem que transformação corporativa falha, aponta teya

A maioria dos programas de transformação corporativa não entrega o que promete. Essa é a…

1 hora ago

STF julga recursos do Google e Meta sobre responsabilidade por posts ilegais

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na quarta-feira (10) os recursos apresentados pela…

1 hora ago

Copa do Mundo deve impulsionar uso de IA para manter produtividade durante o expediente

A realização da Copa do Mundo FIFA de 2026 pode representar um dos maiores testes…

2 horas ago

Google e Monashees criam fundo para startups de IA no Brasil

O Google e a gestora de venture capital Monashees anunciaram nesta semana, durante o evento…

2 horas ago

Web Summit Rio 2026: aquisição, GPUs fracionadas e meta de capacitar 3 milhões em IA marcam a semana

O Web Summit Rio 2026, realizado entre os dias 8 e 11 de junho no…

3 horas ago