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Depois da estabilidade, Fabio Faria, da Votorantim Industrial, busca o diferencial

Uma explicação um tanto simples do CIO da Votorantim Industrial, Fabio Faria, ajuda a entender por que ele foi finalista em sete categorias do prêmio Executivos de TI do Ano para empresas com faturamento anual superior a R$ 1 bilhão: todos os temas das categorias estão rigorosamente entrelaçados em sua gestão, sob o guarda-chuva da governança de tecnologia. O trabalho foi estruturado há cerca de sete anos, para se elevar o padrão e, ao mesmo tempo, consolidar um modelo de gestão que fosse capaz de ser replicado, no Brasil no exterior. Tudo isso em função de uma estratégia de negócios que previa uma forte internacionalização da companhia.

Faria foi vencedor na categoria estratégia de terceirização, ficou em segundo lugar em estratégia de tecnologia, gestão de pessoas e governança de TI e ainda conseguiu a terceira colocação em relação a maturidade dos processos de TI, monitoramento e qualidade e adoção de novas tecnologias. ?Depois de alguns anos, estamos colhendo os frutos de todo o trabalho, de toda mobilização que houve dentro da área?, afirma, referindo-se à reestruturação, iniciada em 2004. ?Houve um planejamento vinculado à estratégia de negócios que previa uma TI bastante diferenciada?, conta.

De um cenário em que a companhia possuía diversas TIs autônomas, Faria passou não só a um sistema de gestão e infraestrutura únicos, como atingiu, em 2010, o nível de maturidade 3 ou mais na escala Cobit, nos 34 processos mapeados. ?A conquista mais recente foi a certificação SAS 70, voltada a melhores práticas de gestão e controle em determinados processos?, acrescenta. A importância de níveis elevados de maturidade e certificação significa, para o executivo, dar tranquilidade e credibilidade ao usuário interno, dentro da ideia daTI como prestadora de serviços diferenciada. “É muito importante chegar com o discurso bastante robusto,
principalmente quando você tem situações de aquisições, ainda mais fora do Brasil,? explica.;

Resta pouco a fazer

Ao contar sobre a estratégia de terceirização da TI da Votorantim, o CIO esclarece por que foi vencedor na categoria. ?Dentro do plano traçado, resta muito pouco a fazer?, afirma, dando uma ideia do grau e consolidação da proposta que foi atingido. ?Temos outsourcing de data center, único para as operações no Brasil e no exterior. Junto, temoso help desk, tanto técnico como
funcional?, conta.

Na Votorantim, os serviços de telecomunicações, incluindo equipamentos, também estão terceirizados, modalidade que inclui ainda o
contrato de PCs, padronizados com marca única e modelo de serviços, toda a parte de impressão ? máquinas, serviços agregados e componentes ? e telefonia, fixa e móvel. ?Hoje, em qualquer localidade, norasil ou no exterior, temos esse modelo de hardware replicável, pois são contratos globais.?

Se, de fato, resta pouco a fazer, não significa que a Votorantim chegou ao final do estágio de terceirização. ?Sempre buscamos alternativas de ampliar o leque de outsourcings?, diz. Com a consolidação atingida, o foco passa a ser cuidar do SLA e da evolução dos serviços. ?É muito importante fazer o acompanhamento porque isso pode gerar novas soluções e sinergias num espaço muito
curto de tempo.?

Diferenciação

O amadurecimento do modelo de governança de TI na Votorantim chegou a um estágio em que a parte operacional está praticamente resolvida e estabilizada. Como todo bom gestor sabe que este processo leva anos e não termina, Faria passou a dedicar-se a uma metodologia para diferenciação de processos, a partir daqueles considerados maduros. ?Este é o grande desafio: identificar o que pode nos tornar diferentes no mercado?, reflete o CIO.

Colocação / Categoria

1º Estratégia de terceirização
2º Estratégia de TI
2º Gestão de pessoas
2º Governança de TI
3º Monitoramento e qualidade
3º Maturidade dos processos de TI
3º Adoção de tecnologias emergentes

O projeto de diferenciação de processos, introduzido pela TI junto às áreas de negócios, trabalha em um ambiente com gerentes, diretores e profissionais de alto nível, reunidos com o objetivo de discutir determinado procedimento e capturar oportunidades de melhoria. ?Nesta discussão é que podemos sair com alternativas que melhorem o processo e, ao mesmo tempo, introduzir tecnologia, seja ela madura ou recém-criada?, detalha.

Atualmente, são cerca de 30 processos mapeados ? discutidos em variadas unidades de negócios industriais da companhia ? que se
encontram em diferentes estágios. ?Alguns estão em estudos, outros já em avaliação e outros em execução. Sempre com base em expectativas de resultados.? Os temas em questão são debatidos por um tempo razoável, maior do que o dedicado a melhorias, com metodologia. ?Toda diferenciação, no fundo, acaba também gerando inovação.? A questão é descobrir como agregar valor ao serviço prestado. ?Eu acredito que a TI tem sempre de estar se reinventando. A partir do momento em que você estabiliza toda a operação, tudo funciona, a área passa a ser uma utility. O que posso buscar para que haja uma percepção de valor em relação a TI,
de toda a companhia?? A pergunta está lançada.

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