Democratizar a informação dando liberdade ao usuário

Embora muito se ouça falar no mercado sobre Self-Service Analytics ou Data Discovery BI, estudos recentes mostram que a adoção dessas tecnologias ainda é baixa. Apenas 21% dos colaboradores de uma empresa têm tirado proveito de seus benefícios. E o que mais surpreende é que estamos falando de dados levantados mundialmente.

Ora! Mas, o que está acontecendo, afinal? Se informação é o combustível da nova economia, por que somente uma minoria tem acesso a ela?

O que temos visto frequentemente são empresas insistindo em disponibilizar ferramentas analíticas apenas para um público restrito, focando naqueles usuários mais experientes, conhecidos como Power Users. O que significa na prática os que “gritam mais”, em vez de realmente entregar e compartilhar a informação para todos na companhia.

Esse é um modelo que já não mais funciona. O cenário mudou e democratizar a informação é hoje mais do que mandatório. Cada vez mais profissionais de todos os departamentos de uma empresa necessitam acessar e visualizar informações das redes sociais, do Big Data, de suas próprias planilhas ou dados corporativos, de uma variedade de fontes.

Eles precisam descobrir o que está por trás daquele enorme volume de dados – que isoladamente parecem não fazer sentido algum – e cruzar todas essas informações para obter conhecimento.

Com isso, conseguem realizar ações que impactem de fato em sua atividade e por consequência gerem valor aos processos e negócios. Porém, esses profissionais desejam realizar tudo isso com independência, sem precisar fazer qualquer solicitação para a área de TI e esperar que a informação chegue até ele, o que muitas vezes acontece depois que ela já não é mais necessária.

Por trás do big data

Mas, como eu posso descobrir este ouro escondido em meu big data, sem precisar da ajuda de um especialista? Quanto vai onerar no meu orçamento?

Com as novas interfaces que estão surgindo no mercado fica cada vez mais fácil um usuário final, sem o conhecimento de TI ou apenas com o conhecimento básico que ele aplica no seu dia a dia, utilizando seu smartphone por exemplo, realizar análises desta natureza, a um custo baixo.

O usuário pode assim ter liberdade e agilidade apara obter a informação quando, como e onde quiser, usando diferentes meios: interface de um celular, por voz, por linguagem natural, por um “chat box”, entre outros. Ele acessa sua base de dados, seja ela corporativa de uma rede social, como o Facebook, integra a informação e cruza dados para obter informação valiosa de negócios.

É importante, contudo, no cenário acima descrito, o apoio de uma ferramenta robusta de data discovery que permita que você explore dados e responda perguntas por conta própria. O que pode ser, muitas vezes, obtido gratuitamente.

Que seja poderosa, com recursos intuitivos e modelos integrados, com visualizações atraentes e painéis de controle interativos, porém idealizada para leigos, para o usuário final. Mas, a ferramenta de nada adianta se não for acompanhada de visão, uma compreensão mais ampla do que realmente se quer obter. Ferramentas por si só, sem conhecimento e sem visão abrangente, não realizam milagres!

*Flavio Bolieiro é vice-presidente América Latina da MicroStrategy

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