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Deloitte: com 10 pilotos de Big Data com bancos e telcos brasileiras, consultoria quer triplicar projetos em 2015

Muito se fala sobre Big Data no Brasil, mas vemos poucas
ações concretas acontecendo. No entanto, em um ano e meio a Deloitte conduziu
pelo menos dez pilotos com bancos e empresas
de telecom brasileiras, e a expectativa é triplicar esse número com novos
projetos em 2015. 

Além dessas indústrias, o setor de manufatura também vem
apostando nesses pilotos, conforme detalhou a líder de analytics da Deloitte
Brasil, Marcia Ogawa, durante encontro com jornalistas
realizado hoje (4/12), em São Paulo. Um exemplo é na condução de
projetos com exploração de dados com foco no acúmulo de crédito bancário.

 E a estratégia da consultora acontece por meio da abordagem
de companhias que já são clientes, para as quais são propostos os pilotos. Isso
acontece exatamente porque cada projeto é feito sob medida.
 

Segundo a consultora, uma vez iniciados os pilotos, é
possível mostrar valor às empresas em quatro semanas, o que ela enxerga como um
caminho sem volta. Em dois ou três anos,
Marcia acredita que o mercado já terá massa crítica para ampliação de projetos
para outros setores. 

Diante disso, veremos uma mudança na forma como as
companhias irão liderar as iniciativas na área, que hoje estão restritas a
departamentos. “A tendência é que seja uma área envolvida diretamente com o CEO
porque ela vai virar um centro de inteligência da empresa, e não só de TI ou
marketing”, pontua Marcia. 

E a própria Deloitte tem liderado projetos internos de Big
Data, com aplicação de analytics em seus processos de auditoria. Segundo a
executiva, processos que duravam 20 dias foram reduzidos para minutos. “É possível analisar todos dos dados disponíveis,
diferentemente dos processos de auditoria
tradicionais por amostragem. Melhora qualidade do serviço, minimiza risco e
gera eficiência”, salienta.

 Arte do possível

 A confusão de conceitos ainda é expressa no mercado entre o
que é o Business Intelligence tradicional (BI) e o que chamam de “novo” BI. E é
nes
sa distinção que Marcia enxerga onde o Big
Data realmente mostrará valor: enquanto o primeiro é um ambiente de relatório,
este último trata-se de um ambiente de exploração de dados, explica.

 A lógica do Big Data, então, está em começar com pilotos
partindo do objetivo do negócio e decompor as variáveis. “É a arte do possível.
Em todos esses casos os clientes estavam sentados nos dados e não
exploravam seu potencial. Por
isso
, recomendamos hoje começar com os dados
já existentes em casa”, afirma Marcia.

 Ao citar projetos piloto em Big
Data, a executiva lembra
que há uma
distinção entre testes de sistemas e teste de variáveis. “Primeiro
, é necessário identificar e testar as variáveis.
Você precisa de um ambiente de teste de variáveis e é isso que as empresas não
enxergaram”, comenta. E aqui pode ser utilizado qualquer tipo de dado, sejam
eles estruturados ou não.

 Dentre os projetos em andamento, a consultoria não emprega
um pacote de soluções de uma única fabricante para permitir a utilização de
dados em diferentes camadas. De acordo com a executiva, tecnologias como Hadoop
e Tableau têm sido aplicadas nos clientes.

 Além disso, a grande desafio de encontrar o profissional que
irá extrair inteligência dos dados, o cientista de dados, tem sido endereçada
pela Deloitte com o treinamento de recém-formados, ou seja, pessoas da geração
Y.

 “É uma geração que enxerga a tecnologia de uma forma
diferente, e vai conseguir aproveitar as potencialidades que o
Big Data
oferece. Isso pode ser percebido até na quantidade de telas e painé
is que essas pessoas vão usar para cruzar
informações”, descreve Marcia.
 

A consultora também aponta um erro comum na formação das
equipes focar somente em profissionais de estatísticas. “Para extrair os
benefícios, os times têm de ser compostos também de engenheiros, matemáticos
e economistas”, avalia.

 

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