Fabio Hayashi foi chamado de louco já algumas vezes em sua vida. A primeira foi quando, na década de 1990, largou o emprego em uma multinacional para se tornar autônomo. A segunda vez foi quando, um tempo depois, decidiu abrir sua empresa no mesmo ano de seu casamento. A terceira vez foi entre o fim do ano passado e o início de 2013, quando decidiu comprar uma consultoria de SAP para ampliar o portfólio da Deal Group, provedora de serviços especializada em TI. O negócio não deu certo, mas ousadia (e uma dose de loucura) é algo necessário a um empreendedor brasileiro que quer transformar seu negócio, que deve faturar 60 milhões de reais neste ano, em uma companhia do porte de uma IBM, Accenture e Tata.
Assine a newsletter da CRN.com.br
Curta a Fan Page da CRN.com.br
?Excesso de autoconfiança acaba sendo uma arrogância?, contou Hayashi em entrevista à CRN Brasil. A companhia passa por um intenso processo de crescimento, com foco em entrar em mercados onde atualmente não tem atuação. O objetivo principal é passar de uma consultoria a um grande integrador de negócios, e, para isso, aposta em iniciativas orgânicas e inorgânicas de ampliação. Ano passado, por exemplo,a meta era obter 45 milhões de reais em faturamento, mas o desaquecimento do mercado acabou por atrapalhar o prognóstico. No final das contas, o resultado ficou em 42 milhões de reais, o que faz com que a previsão de 60 milhões para 2013 represente um crescimento de 50% na base de um ano.
Sobre o negócio que não deu certo, Hayashi foi sincero. Era uma consultoria de SAP que tinha cerca de 90 consultores e 15 milhões de reais em faturamento. A empresa passava por problemas financeiros, mas se configurava em um negócio importante e com uma carteira de clientes interessante. O board da Del Group aconselhou que a decisão não fosse tomada,não pela operação em si, mas porque o processo foi muito rápido e os envolvidos na consultoria não eram conhecidos.
Hayashi bateu o pé porque via diversas oportunidades com o projeto. Um acordo foi assinado e o processo de finalização da compra se daria em três meses. Neste meio tempo, a Deal Group colocou todas as contas, conforme relata o empreendedor, no azul. Pagou os funcionários e trouxe processos a um ambiente onde não havia muitas regras. Ao final do período, a consultoria não aceitou a finalização da compra.
?Perdi um bom dinheiro, mas estamos na justiça. Isso me serviu de lição?, contou. De qualquer forma, a ideia é continuar com aquisições ao longo do ano. O executivo prefere não estabelecer metas, mas aproveitar oportunidades.
Outra novidade da companhia é o início das operações nos Estados Unidos, ainda neste ano. O processo foi criado por conta de oportunidade, com a mudança de um profissional da empresa para o país. As operações estão em Miami e ainda muito no início. ?Não tenho mais preocupação de obter novos clientes. Quero aumentar a oferta da Deal para eles?, finalizou, informando que a companhia tem entre 60 e 70 grandes clientes em sua carteira.
O caminho ao porte de empresas bilionárias e centenárias é grande. Mas Hayashi sabe que é preciso começar de algum lugar.
Saiba mais:
Deal Group cresceu 31% em 2011 e projeta faturar R$ 45 mi este ano
A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…
Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…
DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…
A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…
A Motorola Solutions anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir a D-Fend Solutions,…
Nesta terça-feira (2), a Meta anunciou a expansão global de configurações de conteúdo para contas…