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Datacenter 2.0: Não seja você a gaivota de TI a ser evitada

Uma pergunta ecoa nas mentes dos tecnólogos de TI
em toda parte: como será o datacenter em 2020? Embora isso seja daqui a
apenas três anos, o alto índice e a grande amplitude das mudanças
associadas a novas tecnologias e serviços está estimulando uma
transformação tanto na trajetória quanto no escopo do datacenter
moderno.

À medida que os constructos tecnológicos e de
serviços continuam a evoluir, eles mudam fundamentalmente a maneira como
os serviços de aplicativos são arquitetados e entregues. A área de
cobertura desses aplicativos abrange uma mescla de serviços de vários
provedores, que incluem operações de TI e DevOps. Os aplicativos estão
sendo afetados por infraestrutura como serviço, software como serviço,
plataforma como serviço, contêineres, microsserviços e tecnologias sem
servidores. Dessa forma, esses serviços estabelecerão as bases para o
datacenter de 2020.

O desafio da TI híbrida
O desafio de gerenciar aplicativos em camadas
nesse ambiente está na complexidade que se estende não apenas pelos
silos das organizações de TI, mas também pelos vários provedores de
serviços. Isso equivale à solução de problemas em sistemas distribuídos
que residem em seus próprios ecossistemas e são mantidos por seus
próprios administradores. O fator humano amplia a magnitude do problema.
O crescimento é exponencial, especialmente se houver gaivotas de TI
pairando ao redor.

A gaivota de TI
O que é uma gaivota de TI? Gaivota de TI é aquela
pessoa que se precipita sobre os projetos, “solta um barro” metafórico
em tudo e em todos, depois levanta voo, deixando que outros se ocupem de
limpar tudo. Se o projeto for bem-sucedido, a gaivota de TI se
apropriará dos louros por ter “participado” de todas as etapas.

Todos conhecemos uma gaivota de TI; elas tendem a
pairar em cargos de gerência. Na verdade, nós mesmos podemos ser
gaivotas de TI, dadas as pressões envolvidas em ser um profissional da
TI que precisa resolver problemas importantes para os negócios o mais
rápido possível. As gaivotas de TI costumam deixar um rastro de danos
que acaba terminando em troca de acusações. Então, como evitar que as
gaivotas de TI causem devastações nos projetos de missão crítica?

Como superar a gaivota de TI
Existem três etapas simples que qualquer
profissional de TI pode utilizar para lidar com essas gaivotas e
minimizar o alcance de destruição delas.

  1. Restrinja-se aos dados:
    Especificamente, atenha-se a dados de séries temporais que podem ser
    relacionados à causa raiz dos problemas. O segredo da solução de
    problemas é fazer vir rapidamente à tona o ponto único da verdade a fim
    de eliminar a troca de acusações em TI. Isso é eficaz ao invalidar as
    gaivotas de TI, com dados que demonstram e relacionam causa e efeito em
    termos claros e concisos.
  1. Colabore:
    uma boa colaboração é outra força dissuasora das gaivotas de TI. Ser
    capaz de compartilhar o ponto de vista de um especialista em um domínio
    com especialistas no assunto de outros domínios e fornecer a eles
    insights específicos sobre um problema são habilidades poderosas quando
    se tenta remediar problemas rapidamente em várias pilhas e provedores de
    serviços. Isso permite tomar uma ação decisiva com o menor tempo e
    número de etapas possíveis.
  1. Concentre-se no contexto conectado:
    Ao se concentrarem no contexto conectado oferecido pelos dados de
    séries temporais relacionados por toda a pilha de aplicativos, as
    equipes podem eliminar o dano potencial causado pelas gaivotas de TI,
    até mesmo enquanto estiverem despejando seus “presentes” nos nossos datacenters.

Conclusão
Os datacenters de 2020 serão um híbrido de
serviços prestados pela TI interna e de serviços terceirizados dos
melhores prestadores da categoria, como Amazon Web Services e Microsoft Azure,
para citar apenas alguns. Esses serviços estabelecerão as bases para a
pilha de aplicativos, e as gaivotas de TI tenderão a se agrupar ao redor
deles. A pilha de aplicativos é central para a revitalização de
qualquer organização, cabendo às organizações solucionar problemas
rapidamente e corrigir todas as questões no menor tempo possível – ou
seja, minimizar o tempo médio de resolução (MTTR). Sendo assim,
minimizar o efeito das gaivotas de TI híbrida por meio dos dados de
séries temporais correlacionados e da colaboração, além do monitoramento com disciplina, otimizará bastante o MTTR, bem como a entrega e o consumo de serviços de aplicativos.

 

(*) Kong Yang é Head Geek da SolarWinds

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