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Data Centers passam por pequena revolução

Uma pequena revolução parece acontecer no mundo dos data centers. Empresas de serviços financeiros têm saído em busca de formas mais efetivas para processar seus fluxos de trabalho e, assim, repensam a necessidade de investir na construção de um DC.

?No modelo legado, você costumava desenvolver uma aplicação e criar a infraestrutura para acomodá-la?, comenta Peter Ahresm, diretor-gerente e CTO da JP Morgan. ?Assim, as próprias aplicações criaram o design da infraestrutura.?

Dentro do novo modelo, o banco desenvolve a infraestrutura e a aplicação é desenvolvida para se adequar ao ambiente existente, explica o CTO. ?A aplicação é menos personalizada, mas disponível sob demanda. E é mais barata também?, acrescenta.

Um dos grandes desafios enfrentados pelas empresas quando planejam um novo e grande data center é que a planta normalmente representa um investimento de dez anos, e eles precisam tentar projetar consumo de energia, servidores e espaço de armazenamento para uma década antes do início da construção. Num mundo onde necessidades de dados e armazenamento crescem e mudam tão rapidamente, é extremamente complexo esse tipo de projeção.

?Historicamente construímos ou provisionamos data centers baseados em nosso conhecimento em determinado espaço de tempo?, aponta Ahrens. Ele lembra que engenheiros teriam planejado uma quantidade específica de racks e storage e a distribuição de energia seria consistente com o retrato da ocasião. ?Mas hoje, algumas dinâmicas estão mudando?, reflete.

Como exemplo de mudança ele fala sobre o mix entre número de servidores e capacidade de armazenamento, que é alterado a todo instante. A potência dos servidores atualmente revela que as empresas podem rodar menos nos DCs que historicamente, calcula o executivo. Por outro lado, o uso do storage se multiplica. ?Há cinco ou oito anos, você teria poucos dispositivos de armazenamento e muitos servidores?, comenta. ?Hoje, a tendência é mais espaço ocupado por storage e menos por racks de servidores.?

A necessidade de energia é outra questão importante nesse caminho. ?Algumas novas tecnologias demandam muito mais energia. Ainda que você tenha uma sala num bom espaço, provavelmente você terá que adequar energia e resfriamento para alocar os equipamentos no local.?

Assim como outras grandes empresas, a JP Morgan já optou pela construção de grandes plantas de DC, mas, hoje, a estratégia e por estruturas mais flexíveis. O CTO afirma que o lema do negócio é não gastar ou construir enquanto não houver uma real necessidade.

Além disso, a JP Morgan tem se esforçado muito na consolidação das plantas existentes. ?Estamos reduzindo o número de data centers que temos. Vamos construir estruturas maiores com mais capacidade de expansão, em vez de ter diversas plantas espalhadas?, relata.

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