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D-Link traz conceito de cloud pessoal ao Brasil com produtos acessados via site

O processo de personalização de cloud computing aos consumidores finais e pequenos escritórios deu um importante pontapé nesta terça-feira (20/03). A D-Link anunciou o lançamento do My D-Link Cloud no Brasil, cerca de dois meses depois de a tecnologia ser apresentada na Consumer Electronics Show (CES), principal feira de tecnologia do mundo realizada em Las Vegas (Nevada, EUA). ?Essa iniciativa vai direcionar toda a estratégia do futuro da empresa para os próximos anos?, disse, em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, o presidente da empresa no Brasil, Victor Proscurchin.

Cloud: em dez anos, dados mundiais estarão unificados e senhas serão extintas

O principal movimento é o acesso a qualquer conteúdo via o portal My D-Link Cloud. O usuário pode acessar os dados de seu storage, roteador ou sistemas de monitoramento de câmera IP via o site centralizador de conteúdo ou aplicativos para Android e iOS (iPhone e iPad). O site funciona como uma porta de acesso aos conteúdos pessoais do usuário. ?A DLink não armazena nada em um data center próprio. Tudo fica no próprio storage do usuário?, explicou Proscurchin. Todos os lançamentos que serão feitos a partir deste ano já suportam o ambiente IPv6, além, também de ter suporte ao IPv4.

?A pessoa pode ver tudo do site ou de um aplicativo, em seu tablet ou smartphone. Todas as informações que ela precisa estarão em seu bolso?, disse Taciano Pugliesi, gerente de Produtos da D-Link Brasil.

A companhia investiu R$ 15 milhões para o lançamento da linha de produtos Cloud. A D-Link está prevendo a comercialização de 250 mil produtos Cloud Series, sendo 70 mil câmeras.  Os produtos estarão disponíveis ao longo deste ano, especialmente no segundo semestre.

  • Linha de câmeras de vigilância: todas as câmeras podem ter a imagem acessada via internet, porque elas possuem um endereço IP e ficam conectadas diretamente com o site de visualização. Já está disponível a DCS-930L , ao custo de R$ 219. A DCS-942L estará disponível a partir do primeiro semestre e as versões DCS-932L e DCS-5222L virão no segundo semestre. Os produtos permitem gravação de imagens em alta definição com gerenciamento remoto, incorporando o conceito de cloud computing. Caso o usuário nao tenha um roteador PNP, ele pode ver os vídeos do aplicativo ou pelo site my D-Link com duração de até 60 segundos. Caso ele tenha a tecnologia, a apresentação é streaming.
  • Linha de roteador : os roteadores voltados para consumidores possuem porta USB, que pode usar como servidor de impressão, conexão de HD externo, entre outros. Desta forma, é possível acessar qualquer equipamento de fora da rede que estiver conectado ao dispositivo. Os modelos com design diferenciado são o DIR 857 e o DIR 645, que não têm antenas na parte externa. Os produtos possuem taxas de transferência de dados de até 900 Mbps para a rede wireless com tecnologia para priorizar a banda para alto desempenho em todos os dispositivos, USB 3.0. Os produtos estarão disponíveis a partir do segundo semestre.
  • Linha de storage: a linha de storage também pode ser acessada via ao My D-Link. Os itens DNS 320L e DNR 322L  estarão disponíveis no segundo semestre.

Perfil da empresa

A companhia, que atua no Brasil há cerca de dez anos, atua em três frentes: Consumer, que representa 45% de seu faturamento; Telcos, que abrangem serviços extremamente especializado e feitos sob demanda, com 35%; e Business Solutions, que atendem ao mercado corporativo, com 20% do total.

A perspectiva, segundo Proscurchin, é dobrar o faturamento vindo da área de Business Solution, cuja interface com o cliente é feita completamente via canal, até o fim do ano. Atualmente, a D-Link tem sete mil canais ativos dentro dessa área, mas apenas nove possuem certificação Gold , que é a maior dentro da política da organização, abrangendo certificações e capacidade totald e atender ao cliente na oferta do modelo de cloud Daas (D-Link as a service, fazendo uma brincadeira em relação aos softwares, infraestrutura e plataforma como serviço, com as siglas Saas, Iaas e Paas).

?Não sabemos se, mesmo dobrando o faturamento, a participação vai subir muito [dos atuais 20%] porque a área de consumer cresce de forma tão leonina que não conseguimos acompanhar essa proporção. Continuamos procurando novos canais, que possam dar suporte, mas focamos agora mais em qualidade?, finalizou.

 

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