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CPqD desenvolve protótipo de chip de 16 nanômetros para comunicações ópticas

O CPqD anunciou na segunda-feira (15/06) que acaba de enviar para fabricação o test chip (protótipo para teste) do primeiro processador de sinais digitais (DSP) com tecnologia de 16 nanômetros voltado para comunicações ópticas – especificamente em módulos transceptores ópticos com tecnologia de modulação coerente.

“Trata-se de um projeto inovador e de alta complexidade, que coloca o Brasil em posição relevante no cenário mundial da tecnologia microeletrônica”, afirma Juliano Rodrigues Fernandes de Oliveira, gerente de Tecnologias Ópticas do CPqD.

Para o executivo, os fabricantes brasileiros de equipamentos ópticos podem se beneficiar dessa tecnologia, que pode contribuir para a redução da dependência de componentes importados e, consequentemente, com a diminuição dos custos de seus produtos.

Desenvolvido com o apoio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) do Ministério das Comunicações e em parceria com a empresa americana Clariphy Communications Inc., o chip DSP de 16 nanômetros (é igual a um milionésimo de milimetro) reúne milhões de transistores dentro de um dispositivo de silício com alguns milímetros quadrados de área.

“É um projeto complexo, porque envolve um grande número de portas lógicas (gates) construídas com um transistor muito pequeno, com o propósito de transmitir taxas agregadas de até 400 Gigabits por segundo”, ressalta Oliveira.

O test chip do novo processador projetado no CPqD será produzido pela TSMC – Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, uma das principais fabricantes independentes (foundry) de chips dedicados do mundo, e deverá estar disponível em dezembro deste ano para utilização em provas de conceito – que irão resultar na versão final do produto.

A TSMC também já fabricou outro protótipo de circuito integrado avançado desenvolvido no CPqD – com apoio do BNDES e parceria da Padtec -, que atualmente está em fase de teste de bancada. Neste caso, o objetivo é oferecer aos fabricantes de equipamentos um processador OTN (Optical Transport Network), para rede de transporte óptico com taxas agregadas de até 100 Gigabits por segundo, utilizando tecnologia de 40 nanômetros.

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