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#CPBR5 – Opera utiliza HTML5 em todos os seus produtos

Mike Taylor, Web Developer e responsável pelas iniciativas Open Web e promoção dos padrões abertos e interoperabilidade dentro da Opera, informou que todos os produtos da marca já estão adaptados ao HTML5. No caso do novo protocolo de internet, o IPv6, o processo é um pouco mais trabalhoso. As informações foram dadas em entrevista ao IT Web durante a Campus Party Brasil 2012, realizada nesta semana em São Paulo.

 

“Na verdade foi a Opera que propôs o HTML5 lá em 2003. O trabalho começou na Noruega com o Ian Hickson, que hoje está no Google. E, desde então, nos trabalhamos com a tecnologia e suportamos ela em todos os nossos produtos de alguma forma”, explicou. “Antes o W3C trabalhava em XHTML2, mas ninguém gostou da ideia, então a Opera, o Mozilla e a Apple criaram um grupo chamado What Work Group, o WhatWG, para facilitar a reprodução do HTML5. Depois, o W3C reconheceu esse padrão e passaram a trabalhar com a gente. O HTML5 faz parte da Opera. Ele está no nosso sangue.”

 

Quanto ao IPv6, o processo de compatibilidade ainda é trabalhado. A companhia teve que fazer alguns ajustes para conseguir suportar o novo protocolo, mas que estão perto de se adaptarem completamente. “O IPv6 é importante. Reconhecemos que o IPv4 já era e agora temos que nos adaptar à versão 6.”

 

Feature phones

A Opera, recentemente, apareceu nas pesquisas da NetMarketShare como a segunda no ranking de browser para tablet mais utilizados pelos usuários. O Opera Mini, com 21,62%, só perde para o Safari, da Apple, que tem 53% de todo o share deste mercado Taylor afirmou que parte deste resultado se deve a abrangência do navegador: hoje ele roda em mais de três mil dispositivos diferentes.
O browser também atende a futurephones – categoria anterior a dos smartphones e a aparelhos pós-pagos. Segundo a gerente regional da companhia, Sabrina Zaremba, esse é um diferencial na região. “Se olharmos para a América Latina 80% dos aparelhos são pós-pagos, enquanto cerca de 90% são feature phones”, explicou.

 

Além disso, a companhia aposta na parceria com as operadoras para fazer a penetração do seu browser crescer entre os usuários. “Temos acordos acertados com todas as fabricantes de devices móveis e operadoras. Essas fazem uso do Opera Mini como browser para a base de clientes”, encerrou Sabrina.

 

 

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