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Cox revela a estratégia da Claro para sair do vermelho

É cada vez mais claro para as empresas a importância da TI em seus processos estratégicos. Seja para reposicionar marca, reduzir custos, lançar produtos ou incrementar produção e atrair clientes. E as companhias precisam estar preparadas para esses movimentos, sobretudo em momentos de recessão econômica como o que o mundo vive no momento. “Uma empresa de que ser capaz de controlar o custo”, afirmou João Cox, presidente da Claro.

Cox, que participou da cerimônia de abertura do Oracle Open World, em São Paulo, relembrou o momento quando assumiu a operadora, em agosto de 2004, e a estratégia que precisou adotar para tirar a empresa do prejuízo e fazê-la ter rentabilidade. “Tentamos reposicionar a marca do lado de dentro, fizemos mudanças radicais de cultura. Saímos do pior atendimento para um dos melhores. Fizemos também redução de custo com melhoria de processo”, compartilhou.

O executivo, cuja operadora contabilizou em 2008 a adição de 8,5 milhões de novos clientes à sua base e tem em torno de 1,5 milhão de contatos de clientes por dia por meio de todos os canais disponíveis, reconheceu o papel da tecnologia na gestão da empresa. “O mundo é cada vez mais complexo”, afirmou. “Há muita interação de dados. Imagine o processamento destas informações. Tudo precisa funcionar bem e exige sistemas pesados de TI”, adicionou.

Na visão de Cox, que no início da carreira atuou na área de informática, o grande desafio do CIO “não é desenvolver programas internos na empresa, mas sim ajudar o presidente e CEO a vender mais, ser eficiente, controlar custos e ter serenidade nos processos”, relatou. O executivo concluiu dizendo que o CIO precisa ajudar a tonar os processos melhores.

Boas projeções

Sobre o mercado de telco,  Cox tem boa perspectiva, apesar de consultorias afirmarem que, no geral, haverá queda no volume de celulares vendidos, que causa reflexo direto na adição de novos clientes à base das operadoras.

O executivo utilizou uma estatística que aponta para a venda de 36 celulares no mundo a cada segundo. “Isso dá uma dimensão da indústria, que se tornou uma plataforma de desenvolvimento tecnológico pela necessidade de mobilidade. É a plataforma de desenvolvimento tecnológico do mundo”, constatou. Além disso, Cox afirmou acreditar que entre 2010 e 2011 o mercado de telefonia móvel no Brasil “terá penetração igual ou superior a 100%”.

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