Empresas que investem em Business Intelligence e Business Analytics reduzem custos em até 62%, enquanto aumentam a produtividade em cerca de 85%. O dado é de uma pesquisa da Vanson Bourne, e ganha força com um indicativo de outro estudo, este da Avanade, que mostra que empresas que digitalizam processos tendem a ter receitas até 70% maiores do que aquelas que não investem em tecnologia, especialmente em soluções voltadas a dados.
Não por acaso, a tendência é que o mercado de software de Business Intelligence cresça a uma média de 8,4% ao ano até 2021, segundo levantamento da Zion Market Research, atingindo receita de US$ 26,50 bilhões.
Conforme a especialista em BI, Ana Thesing, CMO da fabricante de soluções nesta área BIMachine, uma das tecnologias que mais tende a ganhar espaço neste universo é o self-service BI.
De fato, uma pesquisa do Gartner realizada junto a mais de 3 mil CIOs mostra que a maioria deles considera BI e BA entre tecnologias prioritárias para suas empresas, e que, dentro disso, estipulam instaurar uma cultura de dados com maior autonomia para os funcionários.
A ideia é fazer com que cada departamento utilize os recursos que melhor se adequem a seus processos, gerando análises de todas as partes da empresa que, com isso, enriqueçam a estratégia geral.
“É uma abordagem bastante salutar de Business Intelligence e Business Anaytics, já que abre espaço para que toda a companhia pense o negócio, repense processos diários, analise dados e veja como estes podem auxiliar na melhoria das rotinas e, principalmente, dos resultados”, afirma a executiva.
Com base na referida autonomia de uso do BI e do BA aos setores, o Gartner estima que, já em 2019, usuários destas tecnologias produzam mais análises do que os cientistas de dados.
Para adotar esta estratégia de forma produtiva, a consultoria global recomenda que se alinhe os objetivos da organização às metas de cada área, como primeiro passo. A partir disso, será mais fácil identificar que tipo de análise cabe melhor para cada setor.
Outra indicação é utilizar casos de sucesso das análises departamentais para replicação para outras áreas. Além disso, é importante envolver usuários na política geral de governança de dados da empresa, já que, conforme a consultoria global, uma estrutura rígida demais não dará vazão aos dados e ferramentas necessários para que os usuários construam análises assertivas.
“O sucesso das análises setoriais reflete no sucesso da estratégia de negócio geral, ampliando os ganhos de toda a empresa. Isso é fato e não é novidade. No universo do BI, vemos isso funcionar o tempo todo: usuários dos mais diversos departamento, do comercial ao financeiro, do RH às equipes de campo, da gestão à controladoria, todos se beneficiam das análises trazidas pelo self-service BI”, comenta a especialista. “É um modelo que passa a ganhar ainda mais espaço justamente pelo sucesso já obtido. E que toda empresa deve seguir para galgar posições frente à concorrência”, recomenda.
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