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Contingência e continuidade

Considerando-se as variáveis necessárias para obtermos resultados, tais como a preocupação com storage, back-ups, análise de fluxos de processos e de impactos nos negócios, cada um se justifica de uma forma específica, tentando justificar seu slogan e seu gasto na campanha publicitária que mostra que tudo é possível. Fabricantes de discos rígidos e de dispositivos de back-up anunciam seus produtos para sua empresa não parar de funcionar; empresas que produzem softwares de back-up e de gerenecimento de dados e dispositivos nos apresentam estatísticas e cases mostrando que seus clientes retomam suas funções no menor tempo do mercado; empresas de auditoria dizem que possuem expertise incontestável na elaboração de estratégias de continuidade.

Mas onde começa a contingência e onde se define a continuidade? De acordo com o Aurélio, Contingência significa “incerteza sobre algo que acontecerá, ou não”. Continuidade é “qualidade ou caráter daquilo que é contínuo”. Logo, o primeiro caso indica a prevenção das conseqüências de uma situação que poderá vir a ocorrer, ou não. Como nas empresas devemos considerar as ameaças aos negócios, devemos criar Planos que nos permitam estar prontos a responder rapidamente, com menor custo e desgaste. A partir disto, definimos o Plano de Contingência como algo criado para atender a possíveis eventos, cuja probabilidade de ocorrência foi identificada. Já no Plano de Continuidade, consideramos a existência do principal negócio da empresa como variável “daquilo que deve ser contínuo”, para criamos mecanismos de sustentação, cujo objetivo seja a manutenção dos principais processos de negócios considerados para a manutenção das suas atividades.

No primeiro caso, temos a situação de causa-e-conseqüência. No segundo, existe um fluxo paralelo, constante, acompanhando e suportando as variáveis que suportam o principal negócio da empresa: seus processos. Colocado desta forma, pode parecer simples. Mas a diferença entre estas questões é fundamental na definição do escopo de um projeto que visa reduzir os riscos de parada de uma empresa. É fundamental a visão que propomos com estas definições, para que o executivo responsável pela visão estratégica da empresa não se deixe confundir por questões de semânticas ou artifícios de marketing.

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