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Construíndo o caminho da TI Bimodal

Por quê TI Bimodal?

– Incertezas são inerentes ao mundo dos negócios digitais:

– Novas tecnologias surgindo todo dia provocando um ritmo acelerado de mudança.

– Deslocamento do poder para o consumidor . O usuário está sempre a apenas um clique de mudar de fornecedor.

– Necessidade de aprendizado e adaptação constante. O conhecimento tácito, por ser mais rápido, está se tornando mais importante que o conhecimento explícito.

E, com tudo isto, ainda temos a necessidade de manter as aplicações atuais rodando com confiabilidade e segurança.
Para este cenário, a TI tradicional tem respostas muito lentas. A agenda tradicional de “alinhar TI com o negócio” já não é mais suficiente para as adaptações e transformações necessárias aos negócios digitais.

Mas, o que é a TI Bimodal? A divisão da TI em dois modos:

Modo 1: a TI tradicional, cuja agenda principal é confiabilidade e custo. Este modo é focado em processos e melhores práticas (ITIL/Cobit/PMI/CMMi, etc.).

Modo 2: uma nova TI, cuja agenda principal é a inovação e a criação de novos negócios. Este modo é focado em experimentação, aprendizado contínuo e agilidade.

É importante entender que a TI Bimodal não é a criação de um modo 2 contra a existência do modo 1, mas é os dois modos co-existindo em equilíbrio, como no Yin-Yang.

E como criar a TI Bimodal?

– Abrindo espaço na TI para o modo 2, que deve ser inicialmente protegido do modo 1. Isto pode ser feito através da criação de times multi-funcionais, com o engajamento de executivos de negócio

– Financiando estes times através de um fundo para investimentos em inovação, que não necessita de provar ROI pelos métodos tradicionais, mas precisa mostrar visão e foco estratégico.

– Se for necessário, contratando especialistas no modo 2 para trazer know-how e experiência. Para a contratação de empresas ágeis, mudanças são necessárias na área de compras, pois os modelos tradicionais de contratação de desenvolvimento de software baseadas em escopo fechado não são eficazes neste cenário.

– Construindo a credibilidade no modo 2, através de resultados rápidos e impactantes.

Ao mesmo tempo, iniciando a renovação dos sistemas core (legado). Para isto, deve-se remodelar os sistemas com o uso de SOA, substituir legados por SaaS quando possível, usar cloud para infraestrutura e serviços. O framework pace-layers pode ajudar a definir prioridades e organizar as ações.

– Aumentando, aos poucos, o tamanho do modo 2 com relação ao modo 1.

– Atingindo o equilíbrio entre os dois modos!

Conclusão

Nos próximos anos, a TI terá que responder a algumas perguntas críticas: Nossos times têm as competências e recursos necessários para enfrentar o desafio dos negócios digitais? A organização saberá lidar com as incertezas que as tecnologias digitais e as mudanças de comportamento trarão aos negócios?

A criação de uma TI Bimodal pode ajudar nas respostas. Este é o grande desafio que os profissionais de TI irão enfrentar nos próximos anos.

*Bill Coutinho é diretor de tecnologia da Dextra

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