Consolidação da BrT seria “saudável”, de acordo com VP

A consolidação da Brasil Telecom com outra operadora seria “saudável” para o mercado, de acordo com o vice-presidente financeiro da telco Charles Laganá Putz. O executivo acredita que fusões fariam sentido com qualquer operadora, menos com a GVT, que é concorrente direta e não ofereceria uma complementariedade. “Mas não temos conversas com ninguém ainda”, afirma ele, embora a Telemar tenha afirmado abertamente que tem propostas da BrT.O executivo disse ainda que a operadora está se reorganizando e reduzindo o número de empresas que a compõem. A primeira etapa dessa reestruturação está prevista para ser concluída até o final do primeiro semestre de 2007, quando a operadora espera ter conseguido reduzir o número de subsidiárias em cerca de metade – atualmente são 26. O objetivo, de acordo com Putz, é ganhar escala e simplificar a gestão.”Vamos descontinuar algumas empresas que vieram em aquisições e nunca operaram, como a Lokau México e a iBest Espanha”, explica o executivo, que diz que ainda não tem contabilizado quanto será a redução de custos. Depois da reorganização, BrT será dividida em cinco áreas: rede fixa de voz e dados, celulares, cabos submarinos, operação de internet e uma pequena parte na área imobiliária.A Brasil Telecom obteve, na semana passada, um aporte de R$ 2,1 bilhões do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com o qual pretende atingir metas de qualidade estabelecidas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e investir na modernização e expansão da infra-estrutura de voz e dados, preparando a empresa para a convergência.Putz também não sabe dizer quando a BrT entrará na era de convergência plena, oferecendo voz, dados e vídeo sobre uma mesma infra-estrutura, mas já trabalha com o conceito de “one stop shop”, de acordo com o qual os vendedores oferecem aos seus clientes um pacote de serviços ao invés de um único produto.A BrT também está investindo em sistemas de controles e análises de clientes para evitar falhas, fraudes e vazamentos de receita.Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça determinou as varas que devem julgar as ações relativas ao controle da operadora.
