Conheça cinco tecnologias que dominarão bancos nos próximos anos
No ano passado, o setor bancário foi marcado pelo surgimento de empresas de tecnologia financeira que impactaram a forma como usuários se relacionam com bancos. Ao longo de 2016, esse processo deve ser intensificado, trazendo grandes desafios para o segmento, de acordo com a Capgemini.
A provedora de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, divulgou uma lista com as principais tendências para o setor bancário para este ano, destacando o aumento do investimento das instituições em novas tecnologias voltadas para a redução de custos e novos serviços para que se aproximem de clientes. Blockchain, segurança, cloud híbrida e análise inteligente de dados estão no ranking abaixo.
1. Aumento dos investimentos em operações bancárias com tecnologia blockchain. Este será um ano de grandes parcerias entre empresas de blockchain e principais instituições financeiras. Várias organizações, como Nasdaq, Visa e Citi, já começaram a investir na segurança do blockchain para proteger transações. Essa tendência se fortalecerá ao longo do ano, à medida que bancos passarem a adotar a tecnologia para se livrar da onerosa infraestrutura de dados.
2. Adoção de estratégias de nuvem híbrida. Com uma quantidade maior de aplicações, mais instituições financeiras estarão em busca de soluções híbridas, que unam nuvens pública e privada, para atender aos requisitos de segurança, privacidade, desempenho e conformidade regulatória.
Bancos de maior porte, com sistemas mais antigos, farão uma transição gradual, com foco nas atividades menos sensíveis, como aplicações móveis, transferindo pouco a pouco as mais complexos para a cloud. Já bancos mais ágeis, que não precisam lidar com sistemas de longa data, começarão a migrar seus dados para a nuvem privada ou híbrida, combinando aspectos públicos para alguns dados com privacidade interna para informações sigilosas.
3. Uso de big data e análise de dados para melhorar o relacionamento com os clientes. Com proliferação de canais digitais, como a internet e smartphones, agências bancárias deixaram de ser ambientes que efetuam transações e passaram a ser local para prestar assessoria, tornando-se mais enxutas e tecnológicas.
Como resultado do novo cenário, a Capgemini acredita que bancos contarão, cada vez mais, com análise inteligente de dados para extrair valor das interações com clientes, obtendo as informações necessárias para integrar operações bancárias e captar sentimentos, até então registrados por meio de interações presenciais.
Os bancos analisarão os padrões financeiros dos clientes a partir de um conjunto amplo de dados, tanto internos quanto externos (incluindo conteúdo de mídias sociais), para criar um perfil mais assertivo dos seus usuários. Essas informações permitirão que tracem estratégias para atrair novos clientes, efetuar vendas cruzadas para os atuais e identificar contas de alto risco, com o objetivo de evitar fraudes bancárias.
4. Busca de processos ágeis para alcançar conformidade regulatória. Para cumprir o maior número de normas de conformidade durante o ano, bancos adotarão processos mais automatizados e ágeis em substituição aos processos manuais, que consomem tempo e estão sujeitos a erros. Como resultado, os gastos mundiais com tecnologias que lidam com riscos e conformidade devem chegar a US$ 97,3 bilhões até 2018, acima dos US$ 18 bilhões registrados em 2015.
Mais do que uma solução rápida, os bancos buscarão sistemas que agreguem e comuniquem dados de risco de maneira mais eficiente, por meio da implementação de uma estratégia de governança de dados que estabeleça responsabilidade, propriedade e rastreabilidade com relação à gestão de mudanças e à maneira pela qual encaram e administram seus dados.
5. Segurança dos pagamentos será uma prioridade. Para evitar fraudes e violações de dados, bancos, provedoras de serviços de pagamento e comerciantes estão adotando diversas soluções, de acordo com o tamanho da empresa e o volume de transações.
Dentre essas soluções, podemos citar: conformidade com normas de segurança de dados do setor de pagamentos por cartão (norma PCI-DSS), para ajudar os comerciantes a reduzir os ataques fraudulentos e violações de dados de cartões; implantação de cartões inteligentes (EMV), reduzindo ao mínimo a ocorrência de fraudes, principalmente em situações onde o cartão é apresentado pessoalmente; soluções com tecnologia segura 3D; processos de encriptação e uso de tokens; rastreamento da localização geográfica e localização segura do dispositivo móvel pelas empresas de processamento de pagamentos e comerciantes para combater fraudes; teste biométrico para reforçar as medidas de autenticação; e análise de dados em tempo real, inclusive informações de sites, redes sociais e fornecedores terceiros, para ajudar a entender comportamento dos clientes.