O tráfego de dados no Brasil gerado por dispositivos que não computadores convencionais ? ou seja, tablets, smartphones e notebooks ? será de 21% em 2016, um aumento de 15 pontos percentuais em relação aos 6% verificados em 2011. A previsão é da pesquisa mundial Visual Network Index, produzida pela Cisco e divulgada ao mercado nacional na última semana.
Desta forma, segundo as projeções, os PCs, que geraram 96% do acesso à internet em 2011, serão 83% no período de quatro anos.
?A capacidade de nossos smartphones é equivalente a data centers de pequenas empresas de meados da década de 90?, comparou Rodrigo Dienstmann, diretor de Operadoras da Cisco Brasil. Vale citar que, dos 19 bilhões de dispositivos móveis esperados para circular no mundo em quatro anos, 617 milhões estarão no Brasil, quase o dobro do que os 332 milhões de 2011. Isso representará três dispositivos conectados à web por pessoa, contra média de 1,7 do ano passado.
O mundo caminha para trafegar mensalmente 1,3 zetabyte de dados através de suas redes fixas e móveis em 2016, um aumento de quatro vezes sobre os 369 exabytes de 2011. A evolução brasileira no tráfego de dados será o dobro da média mundial: oito vezes, atingindo 3,5 exabytes mensais em 2016.
Além disso, é esperado um aumento significativo de um conceito ainda tímido em âmbito nacional: as TVs concetadas, ou SmarTVs, como são chamadas no mercado. Atualmente, de acordo com a mesma pesquisa, elas representam 1% do tráfego de consumidores, e serão 9% em 2016.
Vale citar que, no Brasil, o o usuário médio de smartphone vai gerar 533 megabytes de dados móveis por mês em 2016, contra 38 megabytes por mês em 2011.Já a demanda por dados gerada por um computador laptop/notebook será de 9.680 megabytes por mês em 2016, contra 1.435 Megabytes por mês em 2011.
Por fim, o tráfego médio móvel gerado por um tablet será de 6.021 megabytes de dados móveis por mês em 2016, contra 336 megabytes por mês em 2011.
A jornalista viajou a Brasília a convite da Cisco
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