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Computex – Intel, a hora do 45 + 45

A maneira como tenho enxergado os PCs vem mudando conforme os anos vão passando. Antigamente alguém dava muita importância a um chipset? Na época que eles somente serviam para auxiliar a acesso a periféricos e memória não se falava muito deles. Atualmente um chipset como o P45 da Intel é lançado com grande pompa e circunstância. E há motivos para isso. Tive a oportunidade de comparecer a esta solenidade (lançamento do P45) que ocorreu durante a Computex 2008 em Taipei (Taiwan). “Apenas” todos os fabricantes de placas mãe estavam presentes representados por seus altos executivos : Abit, Asus, ECS, Gigabyte, MSI, …Na verdade toda uma família de chipsets foi lançada, a geração x45 : G45, G43, P45 e P43 Express.

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Na definição da Intel este é o ano do 45 + 45[ , ou seja processadores de 45 nanômetros com chipset da família 45. Uma dupla que fará os PCs atingirem um patamar de qualidade e eficiência inédito. O discurso é muito bem elaborado, mas de fato isso se traduz em melhores produtos? Ainda não tive em mãos uma placa mãe desta geração mas pude também na Computex fazer um contato muito estreito com a Gigabyte e por meio deles conheci várias placas da nova geração. Este é o objetivo principal desta seqüência de dois artigos. Discutir um pouco as características da família P45 e conhecer algumas das placas que estão chegando ao mercado, incluindo o relato da visita que fiz na fábrica da Gigabyte em Taiwan, serão tratados na segunda parte desta coluna, na próxima semana.

A família P45

A quantidade de funções hoje delegadas a um chipset não para de crescer. Do mero controlador de memória e acesso a periféricos hoje temos um grande número de outras atribuições como rede, som, vídeo, gerenciamento de energia, atenuador de ruído (refrigeração), disk array, entre outras funcionalidades. A prova viva disso é que nas placas atuais o chipset já merece refrigeração própria tão elaborada como a dos próprios processadores. É um segundo “núcleo pensante” a compor uma boa solução de placa mãe. Os recursos estão todos lá a espera de projetos competentes de placa para melhor aproveitar e mesmo avançar no uso das tecnologias presentes. Importante frisar que há diferentes versões do chipset, com gráfico integrado, sem gráfico, integrado, uso mais sofisticado e mais simples. Mas essencialmente trazem um grande conjunto de inovações ou aperfeiçoamentos.

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FSB de 1333 Mhz aproveitando o suporte dosprocessadores de 45 nm existentes da série E8000. Suporte a memórias DDR2 e DDR3 em dual channel.

Vídeo avançado Intel Graphics Media Accelerator X4500HD . É o primeiro sistema de vídeo integrado da Intel a suportar reprodução de conteúdo digital de alta definição em 1080p usados em TV digital (full HD) e discos Blu-ray. Suporte a DirectX 10.0 e OpenGL 2.0 e com interface DVI ou HDMI.

Economia de energia : novos estados de baixo consumo que podem ser usados pelos processadores de 45nm para dinamicamente poupar energia.

Intel Matrix Storage Technology : permite a cominação de discos rígidos SATA (incluindo eSATA) em diversas configurações de RAID (0, 1, 5, 1+0) com suporte até 6 discos trazendo ganhos sensíveis na velocidade de leitura de dados de até 6 vezes.

Dual Graphics : na versão P45 Express permite que uma placa PCI Express 16x ou duas PCI Express 8x sejam agregadas para compor uma solução gráfica única, com maior poder de processamento gráfico.

Intel Extreme Tuning Utility : sim, acreditem, a Intel oficializando o overclock em suas placas que visa trazer o máximo desempenho buscando o ponto de máximo desempenho com estabilidade garantida no sistema.

PCI Express 2.0 : possibilita obter taxas de transferência de até 16 Gb/s, o dobro da especificação original, muito útil para aplicações que demandam alta performance como aplicações gráficas.

As especificações falam por si e vão ainda mais longe. Apenas destaquei as principais características. O que me surpreendeu sobremaneira foi perceber o quanto tem evoluído os chipsets. Hoje de fato é outro sistema de processamento no PC, com todas as suas funções.

O subsistema de vídeo onboard sempre foi largamente combatido pelos usuários mais sofisticados e exigentes, pois este nunca trouxe um desempenho a altura das expectativas.Verdade seja dita, ninguém irá jogar Crisys com toda sofisticação gráfica usando uma placa onboard, mesmo nesta nova geração P45 (muito melhorada). Ainda não chegou este momento (ainda bem para os fabricantes de placas gráficas sofisticadas). Mas o desempenho atingido por esta nova plataforma é impressionante. Uma solução nativa conseguir entregar desempenho suficiente para reproduzir vídeos 1080p, ou seja, no formato “Full HD”, é algo impressionante e louvável. Mal vejo a hora de colocar minhas mãos em uma dessas para sentir por mim mesmoe relatar aqui no ForumPCs.

O fato concreto é que até então quem quisesse usufruir de conteúdos HD (high definition) precisaria obrigatoriamente usar uma placa separada em seu PC. Este poderia ser considerado um pequeno obstáculo na adoção desta tecnologia de alta definição, seja pelo fator custo ou pelo fator praticidade. Os leitores de Blu-ray, após sua oficialização como padrão no mercado vem caindo de preço. A popularização dos monitores de LCD, especialmente os de maior resolução também é um fenômeno facilmente observado. Tudo isso junto ajuda a consolidação desta tecnologia, amparada pelos recursos do chipset P45. Blu-ray será um recurso de “massa” em pouco tempo.

Mas ainda há um desafio. A Intel criou uma excelente base, uma excelente plataforma para que PCs sejam construídos. Porém o maior desafio é aproveitar bem este imenso conjunto de possibilidades. Como “pinçar” os recursos certos para cada faixa de preço de placa-mãe? Será que ainda há o que ser melhorado?? Estas perguntas eu responderei na próxima coluna quando falarei com mais detalhes das placas que pude conhecer e da visita à fábrica da Gigabyte em Taiwan. Aguardem…

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