Os 150 mil computadores portáteis do programa Um Computador por Aluno (UCA), do Ministério da Educação, chegarão às escolas ainda este ano. A promessa é do coordenador de inclusão digital da Presidência da República, Cezar Alvarez.
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O programa está emperrado desde 2007. No fim do ano passado o MEC concluiu o pregão para comprar os equipamentos, mas um pedido de vista do Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu a licitação. Atualmente, o assunto está nas mãos do relator do processo no TCU, Ministro José Jorge.
“O MEC já enviou as informações ao tribunal e o ministro [da Educação, Fernando] Haddad terá uma audiência para agilizar essa decisão, seja para refazer o edital ou liberar a fase de teste de aderência. De qualquer forma, com essa licitação ou outra, este ano sai”, afirmou Alvarez em entrevista à Agência Brasil.
O programa prevê a distribuição dos equipamentos em 300 escolas, espalhadas por 278 municípios. Atualmente, o projeto está sendo testado em cinco escolas nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de São Paulo e do Tocantins, além do Distrito Federal. Segundo Alvarez, os resultados nas escolas-piloto são “extremamente positivos”.
“Apesar de as experiências serem muito pequenas, são apenas cinco escolas, o resultado é surpreendente. O pessoal chega mais cedo e sai mais tarde da escola. Aumentou a participação de pais e alunos no processo, é impressionante a motivação da comunidade. Tem até professor adiando a aposentadoria”, conta.
Segundo Alvarez, o objetivo do programa não se restringe à inclusão digital dos alunos e professores, mas abrange a reformulação dos padrões em sala de aula. “Não é uma visão tecnológica, mas de um instrumento cuja tecnologia pode reformar e até revolucionar o processo pedagógico, que está em crise. Veja os índices de repetência, a evasão, a desmotivação de professores e alunos”, aponta.
Para o secretário, o projeto também está mudando a relação entre professores e alunos, já que os mais novos costumam ter um melhor domínio das ferramentas tecnológicas e acabam virando facilitadores do processo.
“Os depoimentos que colhemos mostram que os professores no início tinham um receio natural de manusear o computador, mas depois que se soltaram e aceitaram aprender com os alunos, a relação entre eles mudou totalmente. Ele rompe a relação de que o aluno é ignorante e o professor tem todo o conhecimento”, comparou.
*Com informações da Agência Brasil
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