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Comprometimento com inovação impulsiona mudanças na Stanley Black & Decker

Após mais de 20 anos na operação de tecnologia da Avon, Simone Okudi decidiu buscar novos desafios profissionais. Porém, a executiva tinha uma preferência da qual não abria mão: o novo local de trabalho deveria apresentar oportunidades para se realizar projetos tão ou mais desafiadores do que os realizados na fabricante de cosméticos.  

Após algumas recusas, Simone encontrou a proposta ideal na Stanley Black & Decker, especializada na criação de produtos tanto para a indústria como para o público consumidor. Contratada para o cargo de CIO no Brasil, a executiva chegou na empresa em junho de 2018, pouco mais de um ano após a aquisição feita pela ‘Stanley’ na divisão global de ferramentas da Newell Brands, que compreendia as marcas Irwin e Lenox. 

Além da necessidade de concluir o processo de fusão do ponto de vista tecnológico, a profissional também encarou duas outras tarefas principais: estabilizar o ERP (um sistema legado que passava por grande instabilidade) e a implementação de um novo front-end para a área de compras do B2B.  E foi o desenvolvimento desses três projetos que deu à executiva o prêmio Executivo de TI do Ano 2020, realizado pela IT Mídia e Korn Ferry, na categoria Bens de Consumo Duráveis. 

Comprometimento é palavra-chave

A primeira decisão tomada pela profissional foi concentrar os esforços da equipe nas tarefas mencionadas acima. “Não é que paralisamos projetos paralelos, mas tínhamos de sempre pensar nas prioridades da área a cada nova demanda, porque quem tem muita demanda acaba não fazendo nada.” 

Outra medida que contribui para a realização de cada uma das iniciativas foi a contratação de especialistas para auxiliar nas áreas mais sensíveis. Simone já tinha na sua equipe um gerente de projetos legados e uma gerente SAP e conseguiu efetuar a contratação de um gerente de suporte, um para a área de arquitetura e outro profissional focado em governança.  

A última e não menos importante mudança constitui-se em uma grande mudança de cultura interna. Não apenas na implementação de sistemas como cloud computing e metodologias ágeis, mas também na forma como os projetos de tecnologia eram conduzidos na empresa.  

Antes, não havia um fluxo de comunicação eficiente entre as áreas de negócio e o departamento de TI, o que implicava em diversas correções ou até mesmo refações completas de projetos. Em sua gestão, a executiva implementou uma política de governança, composta por reuniões semanais com todos os líderes para discutir os grandes projetos e encontros para demandas específicas. Com o envolvimento de setores externos, a qualidade dos projetos finais melhorou de forma significativa. 

Segundo Simone, o comprometimento demostrado pela equipe nos primeiros dias após a “repaginação” da área foi essencial para que esse novo momento fosse encarado com credibilidade pelos demais departamentos. “Os primeiros 90 dias são essenciais para ocasionar essas mudanças e o melhor período para demonstrar que você realmente está comprometido com o novo momento.” 

Com a implementação de novos processos também foi possível contribuir para a qualidade do trabalho de outros departamentos. “Quando cheguei aqui, o usuário sequer abria um ticket. Após as mudanças, passamos de 50 para mais de mil pedidos ao mês. Mas, com essa nova leva de informações, agora é possível identificar alguma área que esteja com um comportamento incomum e agir para solucionar, seja por meio de um treinamento em um software ou melhoria no sistema.” 

Makeover corporativo

As mudanças foram tão bemsucedidas que o projeto, previsto para durar um ano e meio, foi concluído em 12 meses, com diversas melhorias identificadas, como o aumento da eficiência do ERP legado: o sistema, que antes faturava 850 pedidos/hora, passou a faturar até 13 mil pedidos/hora. 

A atualização de sistemas também permitiu a realização de outros benefícios para as unidades. “Em Bento Barbosa [fábrica da Irwin, uma das empresas adquiridas] troquei toda a infraestrutura, dos cabos e de rede aos laptops, além de unificar os sistemas. Também aproveitei a atualização do ERP para automatizar alguns serviços, como o recebimento de pagamentos.” 

O desenvolvimento de um novo front-end para o B2B, o último dos três grandes projetos comandados por Simone, também apresentou resultados acima do esperado. O modelo criado localmente será replicado em toda a América Latina. 

Atualmente, a equipe da Stanley está desenvolvendo outras demandas, baseadas nos processos criados nos meses anteriores, sempre com um olhar voltado para quais melhorias podem trazer maiores benefícios para o negócio. “A TI existe para servir e colaborar com os objetivos de negócio da companhia”, finaliza ela. 

Finalistas do prêmio Executivo de TI do Ano 2020, na categoria Bens de Consumo Duráveis

1º Simone Okudi, Stanley Black & Decker 

2º Sandro Tavares, Midea Carrier 

3º Sidnei Barbosa, Seculus

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