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Compliance no setor financeiro sofre por complexidade regulatória e TI defasada

A capacidade da função do compliance nas instituições financeiras em gerenciar riscos está sendo desafiada por crescentes expectativas de que a área desempenhe papel mais consistente nos processos de front-office, pelo aumento no volume e na complexidade dos regulamentos, e pela arquitetura de dados e tecnologia defasada, segundo um estudo de risco de compliance desenvolvido pela Accenture.
O levantamento, realizado em dezembro de 2015, é baseado em uma pesquisa feita com 151 executivos de compliance de empresas de serviços bancários, seguros e mercados de capitais nas Américas, Europa e Ásia-Pacífico. Entre os países, incluem-se Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China (Hong Kong), Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido, Singapura e Suíça.
De acordo com a pesquisa, 49% dos responsáveis por compliance afirmam que obter uma melhor compreensão de como as expectativas dos clientes estão mudando será a capacidade mais necessária da função de compliance no próximo ano.
Para Steve Culp, diretor sênior da prática de Serviços de Finanças e Risco da Accenture, a função de compliance precisa desenvolver capacidades de negócios mais sofisticadas e desempenhar um papel mais ativo nas funções de front-office. “Entender o cliente é fundamental e permitirá que a função esteja mais profundamente envolvida em processos como a concepção de produtos, vendas e distribuição”, observa.
A grande maioria (87%) dos entrevistados afirma que executivos seniores de dados serão elo organizacional importante para a função de compliance, ao ajudar a racionalizar dados e estimular tomadas de decisões informadas. Munida com estas competências, o compliance estará mais bem capacitado para manter a posição de tomada de decisão, o que é particularmente importante, dado que o número de instituições financeiras cujo compliance se reporta diretamente ao CEO caiu quase um quarto ao longo dos últimos dois anos – de 40% das instituições financeiras, em 2014, para 31% hoje.
Eficiência operacional é a chave
Segundo o relatório, a sofisticação da tecnologia irá fornecer às instituições financeiras a capacidade de gerenciar ameaças, como o risco cibernético, crimes financeiros e riscos de negócio, citadas pelos executivos de compliance como as principais ameaças que serão enfrentadas pelas organizações nos próximos três anos.
O relatório afirma ainda que o aproveitamento da tecnologia para gerenciar os riscos irá reduzir custos e melhorar a consistência dos controles que facilitam relatórios regulatórios padronizados.
Na verdade, 81% dos entrevistados reconhecem que a gestão de um conjunto mais complexo de riscos, com menos recursos, exigirá que o compliance otimize as operações. Além disso, 67% dos entrevistados afirmam que a melhoria dos sistemas e a adoção de novas ferramentas de tecnologia serão a mudança mais importante que a função de compliance terá de enfrentar no próximo ano, se quiser gerenciar os riscos de forma eficaz.
Entre as mudanças relacionadas com tecnologia que terão maior impacto estão o uso de serviços compartilhados da indústria (que 80% dos entrevistados disseram que serão críticos à medida que a proteção de dados da indústria melhorar) e a automação de processos, incluindo a robótica (que 73% dos acredita que irá melhorar a eficiência).
Na opinião de Samantha Regan, diretora executiva da área de Serviços Financeiros e de Riscos da Accenture, que lidera a prática de Regulamentação e Compliance da empresa, os avanços em tecnologia, como automação de processos de robótica e análises avançadas, podem ajudar os executivos de compliance a demonstrar valor, “desenvolvendo a agilidade para assumir novos desafios de negócios e aumentar a eficiência para oferecer resultados em grande escala “, destaca.

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