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Compartilhamento dinâmico de espectro pode acelerar chegada do 5G

O Dynamic Spectrum Sharing (DSS) será chave para o 5G, acredita Cristiano Amon, presidente da Qualcomm, e pode acelerar a chegada do novo padrão de internet móvel no Brasil. Em conversa com jornalistas no Snapdragon Tech Summit, que acontece nesta semana no Havaí, o executivo comentou ser um entusiasta do DSS, pois a tecnologia permitirá que as teles usem a infraestrutura atual para fornecer as primeiras experiências de 5G.

O compartilhamento dinâmico de espectro permite que o LTE e o 5G NR coexistam no espectro de banda baixa atualmente sendo usado pelo LTE. Isso significa que as operadoras podem estabelecer uma camada de cobertura 5G sem demandar reagrupamento de espectro, diminuindo custo inicial de investimento e agilizando a preparação da infraestrutura.

Como o 5G operará em diferentes faixas de frequência em diferentes países, devido a diferentes regulamentos, uma das outras áreas-chave a serem discutidas é onde as faixas de frequência pretendidas para 5G se sobrepõem ao espectro já alocado para o 4G. A Qualcomm, em parceria com a Ericsson, quer resolver alguns desses problemas iniciais, permitindo o compartilhamento dinâmico de espectro em vários dos seus modems 5G que serão lançados em 2020.

A Qualcomm terá suporte ao DSS, com bandas Sub 6 GHz, em várias localidades em 2020, como Estados Unidos, China, Coreia e Austrália. Para isso, o novo Snapdragon 865 embarcado com o modem X55 ou os chipsets 765/ 65G com seus modems X52 internos terão suporte para DSS, desde que também seja ativado no nível dos fabricantes de aparelhos móveis.

“O DSS pode acelerar o rollout do 5G, independentemente da venda do espectro. É importante, no entanto, que os governos tornem mais fácil para o 5G ser entregue”, assinalou Amon.

5G e desenvolvimento econômico

Para Amon, é importante o rápido ingresso do Brasil na era do 5G, já que está provado que conectividade móvel é um dos motores de crescimento econômico. “Tivemos boas lições aprendidas com o 4G. Os EUA foram os primeiros a lançar 4G. Havia muito ceticismo do motivo pelo qual era preciso tanta banda, mas logo vimos a criação de empresas e modelos de negócios por causa da infraestrutura possibilitada pelo 4G. Empresas como Instagram, Uber, Airbnb, Amazon foram criadas nesse cenário. O 4G transformou a economia digital”, sentenciou.

Segundo ele, todas as economias desenvolvidas veem valor na rápida entrada no universo 5G e é importante não atrasar a virada. “No Brasil, pela perspectiva da Qualcomm queremos que seja rápido”, finalizou.

*A jornalista viajou a Maui, no Havaí, a convite da Qualcomm

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