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Como uma universidade pode colocar o Big Data no currículo

A Tableau Software anunciou que irá disponibilizar gratuitamente o client de visualização de dados para desktop aos alunos credenciados a instituições, faculdades e universidades em todo o mundo.

O objetivo é expor os estudantes ao big data cedo o suficiente para estimulá-los a trabalhar com informações e identificar padrões de negócios que eles não poderiam fazer sem esse conhecimento. E, um exemplo do que isso pode significar, na prática, é fornecido pela University of Central Lancashire (UCLan), instituição de ensino superior localizada no noroeste do Reino Unido.

Michael Brightman, um palestrante associado da UCLan, contou à InformationWeek EUA que começou a usar  o Tableau em um curso denominado ?Questões atuais dos negócios?, especificamente em um módulo cursado por alunos do terceiro ano da Lancashire Business School.

“Eu conheci o Tableau por meio de jornais provinciais e de negócios”, afirma. “Imaginei que pudesse ser útil para as pessoas do curso ? especialmente a dois ou três estudantes que poderiam achar a ferramenta útil em seus trabalhos cotidianos.”

Mas o que alunos como esses e outros podem fazer com o Tableau? A ideia, segundo Brightman, é identificar o que ele chama de histórias quantidade de dados. “Em maiores quantidaes, em particular, você consegue visualizar inicialmente coisas que outros não tenham visto ainda, principalmente devido à imensa quantidade de dados históricos de negócio que as empresas mantêm, mas não sabem realmente o que fazer com isso,” explica.

“Análises que utilizam ferramentas como essa podem detectar padrões que não reagem de outra forma ? é isso que eu chamo de ‘histórias’.”

Muitos alunos de Brightman em Preston, Lancashire, não resolveram enigmas indecifráveis ainda, como o Manuscrito Voynich ou o Disco de Phaistos. Mas ele relatou que seus alunos acharam a ferramenta extremamente útil no tratamento de dados oficiais sobre a população do governo do Reino Unido, encontrando um várias correlações ?nada óbvias” que de outro modo teriam passado despercebidas.

Ele também não poderia resistir em contar sobre o aluno que está achando o Tableau muito útil em seu novo hobby: analisar o jogo mais “intrigante” do mundo, o cricket.

Brightman também disse que é o aspecto visual dessa forma de business intelligence faz uma enorme diferença para os alunos começarem a se dedicar a obter insights sobre massas de informação. “Um monte de informações de negócio vem na forma de lotes de texto e números”, comenta. “É somente quando capturadas em uma forma visual que você pode começar a trabalhar com essas informações de forma mais intuitiva.”

Até agora, Tableau provou ser tão útil para o seu grupo que dois de seus estudantes que trabalham em empresas foram autorizados a comprar o produto para realizar suas funções.

Isso significa que eles integram as mais de 10 mil organizações que utilizam o software, incluindo no Reino Unido, como o Barclays Bank, Deloitte, Ferrari, Intel, Johns Hopkins Hospital, SpaceX e Unilever.

O software em si foi expandido para fora de um ambiente acadêmico: em 2003, os professores da Stanford University Pat Hanrahan e Chris Stolte, candidato a PhD no departamento de University Computer Science, iniciou um projeto no Department of Defense (DOD) que visa aumentar a capacidade das pessoas para analisar informação.

Para cumprir a exigência, a dupla inventou uma tecnologia chamada VizQL, uma nova forma de realizar a análise e a visualização de dados. Um aluno graduado pela Stanford Business School, Christian Chabot, se juntou a eles e os três então formaram o Tableau Software para ser comercializado como produto.

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