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Como transformar o seu software em um foguete com um MVP?

MVP é a sigla para Minimum Viable Product (ou Produto Mínimo Viável, na tradução ao português). Um conceito criado por startups e integrado a outros segmentos. Alguns consideram o conceito de MVP como um “protótipo” ou testes primários, realizados para validar produtos e serviços e, assim, garantir que o resultado final atenderá a todas as expectativas.  O desenvolvimento do Facebook, por exemplo, foi testado como um protótipo apenas entre os muros da Universidade de Harvard e a validação dos alunos da universidade foi importante para realização de alterações e aprimoramento do projeto, em linha com o que foi se revelando necessário ao longo do processo de validação.

A ideia por trás da implementação do modelo MVP no desenvolvimento de software pode ser melhor descrita com uma analogia como a da imagem aí em cima: o objetivo do cliente é voar com o foguete mais inovador do mercado. Mas se ele recebe apenas uma parte do foguete, ele não conseguirá sair do chão… nem mesmo com um foguete “quase” pronto. Mas se o objetivo é voar, é possível começar com um balão, passar para um bimotor, depois para um avião com turbinas e, aos poucos, atingir a estratosfera no tão desejado foguete.

Com baixo custo, o modelo MVP deve ser implementado com foco nos objetivos do cliente e nas demandas definidas durante o planejamento do projeto. Dessa forma, é possível acompanhar se os profissionais estão criando um produto alinhado com as necessidades do cliente e que seja capaz de atender a todas as expectativas envolvidas na iniciativa.

Fazendo uma ponte entre o mundo das startups e o segmento de desenvolvimento de software, o modelo MVP pode ser considerado como o momento em que as funcionalidades que mais agregam valor e de maior relevância para o usuário são priorizadas dentro de um pacote com o menor tamanho possível, em menor tempo.

Como fazemos isso? O primeiro passo é desenhar a persona do usuário do software e a jornada de uso desse sistema. Por meio de entrevistas com usuários reais e com envolvidos indiretamente nessa jornada é possível enxergar quem está por trás dessa entrega, suas reais dores e necessidades e partir daí entregar valor desde o início.

Na DB1, por exemplo, já adotamos o MVP em alguns projetos. Um em especial, foi planejado para consumir cinco mil horas de trabalho de desenvolvimento de software. Já no início, conseguimos validar o conceito de UX (User Experience) e realizar algumas pequenas entregas, que já funcionaram como uma validação de conceito pelo cliente e foram testadas pela diretoria e alguns clientes-chave. Com esses feedbacks rápidos, foi possível avaliar que algumas funcionalidades que faziam parte do escopo inicial do aplicativo não eram fundamentais e foram deixadas de lado, reduzindo o escopo, o tempo final de entrega e a percepção de valor junto ao cliente. Caso o conceito do MVP não tivesse sido implementado, o cliente estaria com um projeto de R$ 1.500.000 (um milhão e meio de reais) e usando apenas 30% de suas funcionalidades.

Vantagens de um MVP no desenvolvimento de software
Dessa forma, é possível que em um curto espaço de tempo o produto seja lançado em produção, receba feedbacks de melhorias, e também incremento de novas funcionalidades, gerando assim ciclos curtos de validações se, seu MVP está atingindo o objetivo proposto.

Por meio da implementação do modelo MVP é possível entregar para o cliente uma solução de software totalmente funcional e enxuta desde o início, reduzindo os riscos do projeto, evitando prejuízos e atrasos e permitindo que o retorno sobre o investimento possa ser avaliado com agilidade. As evoluções dos sistemas continuam a ser realizadas conforme a prioridade do cliente e conforme as etapas do MVP vão sendo executadas. O budget pode ser recalibrado durante a execução, garantindo a saúde financeira do projeto.


(*) David Santos é diretor Executivo e CEO da IT Services, uma empresa do grupo DB1

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