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Como serão as indústrias do futuro?

Você imagina como será o futuro das indústrias? Será que homens serão mesmo substituídos por máquinas? As máquinas terão capacidade autorreparáveis? Para responder a essas perguntas, a Arup, empresa global de engenharia de projetos, divulgou um estudo que examina como novas tecnologias, como impressão 3D, materiais autolimpantes e autorreparáveis, e a colaboração humano/robô, vão impactar no dia a dia das fábricas. Veja abaixo.

Homem, máquinas e materiais
Muitos acreditam que os robôs irão substituir os humanos nas fábricas do futuro. O relatório, no entanto, sugere que a colaboração entre os dois será fundamental. A integração de câmeras e sensores inteligentes já permite que os robôs se adaptem a seus ambientes externos.

Cada vez mais intuitiva, a capacidade dos robôs de inferir uma tarefa integral após ser mostrada apenas uma parte dela, vai permitir que os trabalhadores sejam como supervisores do robô, operando máquinas e controlando processos de produção inteligentes, tais como gestão de programas e sistemas e análise de dados, em vez de participar do trabalho manual.

Em breve, funcionários com habilidades em ciência, tecnologia, engenharia e matemática serão especialmente procurados pelas indústrias, desafiando a escassez de profissionais.

Além das máquinas, novos materiais terão o poder de melhorar o processo de produção e aumentar o desempenho do produto. Uma gama de materiais autolimpantes e autorreparáveis estão sendo desenvolvidos – como o plástico bioinspirado, que replica a resistência, durabilidade e versatilidade de cutículas naturais de insetos – que é capaz de reparar danos sem intervenção humana. Essas tecnologias, de acordo com o estudo, irão estender a vida útil de bens manufaturados e reduzir a demanda por matérias-primas.

Big data, tecnologia e impressão 3D
A utilização da impressão 3D permitirá que a fabricação seja móvel e dispersa. Locais de fábrica serão suscetíveis a se tornarem mais variados e próximos do consumidor, incluindo o surgimento de espaços não tradicionais, como pequenos escritórios no centro da cidade. Isso vai permitir que a produção se localize mais próxima ao ponto de utilização, reduzindo os custos de transporte e as emissões.

Inteligência baseada em big data, análises avançadas e a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) irão criar novas oportunidades para a vantagem competitiva. A análise dos dados irá revelar percepções detalhadas de clientes, identificar novas oportunidades antecipadamente e obter novos produtos e projetos ao mercado mais rapidamente. Impressão em 3D e tecnologias digitais também vão tornar essa customização em massa mais rápida, mais fácil e mais acessível.

Espaços resistentes e adaptáveis
De acordo com o estudo, a flexibilidade será fundamental para enfrentar as novas exigências dos consumidores e mudar as tendências do mercado. Fábricas serão adaptáveis, com técnicas de construção modular para permitir reescalonamento eficiente e diversificação da produção em vários locais. Isso também irá permitir que a energia, o consumo de água e o material consumido sejam gerenciados de forma mais eficaz em um mercado cada vez mais restrito de recursos, ao produzir um ambiente mais adequado para atender às múltiplas necessidades de sua força de trabalho altamente qualificada.

O projeto de uma fábrica será mais focado na experiência do consumidor, utilizando o local como um showroom. O conceito de “fábrica transparente” vai ganhar importância à medida que mais pessoas se envolvem na fabricação de produtos ou pelo fato de eles esperarem uma visão mais próxima da forma como os produtos são fabricados, especialmente em um nível personalizado. A oportunidade para os proprietários e operadores de fábricas reside na adaptação dos seus espaços existentes para permitir que esses tipos de experiências ocorram.

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