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Como será o amanhã?

Tudo e todos estarão online. As empresas que se atrasarem em adotar este paradigma perderão mercado. Já está acontecendo e a tendência é que isso só venha a crescer. O comércio eletrônico está crescendo exponencialmente e o e-crime (minha definição para crimes pela Internet) acompanhará esta tendência.

Telecomuting será uma tendência prevalecente nas empresas; nós trabalhando em casa, a empresa ganhando em produtividade e nós satisfeitos (mesmo?). Exagerando, podemos esperar uma diminuição nos engarrafamentos e até de venda de carros novos, visto que os nossos carros serão usados muito menos do que hoje em dia. Pense que trocaremos gasolina por banda e velocidade de conexão. Serão criadas pequenas comunidades, com centros de conexão, onde pequenas empresas poderão compartilhar recursos. Imagine que poderemos morar em pequenas cidades, comunidades, povoados, conectados e produzindo… Pessoalmente? Nem para receber o salário.

Todos os cidadãos e entidades terão, cada um, sua identidade digital, lavrada num cartório digital, tal como um certificado PKI. Os bancos, administradoras de cartão de crédito etc, todos acreditarão neste certificado. A emissão e manutenção ficará a cargo de uma agência de correios digital.

Inicialmente, acredito que os certificados existirão por conveniência do comércio eletrônico, mas num futuro próximo a empresa ou o cidadão que não possuir seu certificado não conseguirá fazer qualquer tipo de negócio pela Internet. Os certificados do futuro serão armazenados em smart cards e portados junto com seu proprietário como identidade digital em qualquer computador do mundo. Claro que o roubo da identidade digital será também o crime do futuro.

A melhor maneira das empresas e grandes corporações se protegerem de um ataque é adotando gateways projetados para alterar sua configuração e regras imediatamente caso se sinta agredido. As pequenas empresas que não puderem acompanhar esta tendência pagarão o prejuízo, isto é, serão as atacadas.

Muitas empresas ainda adotam o clichê de que o desastre só ocorre com o vizinho. Os mecanismos de busca e de ataque se tornarão caçadores implacáveis destas empresas. Daqui a pouco, seguros contra acessos indevidos venderão mais do que seguros contra incêndio.

Outras empresas adotarão o que chamo cortina de fumaça. Parece aqueles adesivos que colamos no vidro do carro, onde está escrito: cuidado, Alarme. Esta solução pode até desencorajar um amador, mas um profissional saberá exatamente onde está “pisando” no momento de um ataque.

Tudo isto será exacerbado pela global falta de conhecimento de segurança por parte dos profissionais que atuam nesta área, situação que estamos vivenciando nos dias de hoje. Os salários destes profissionais ainda se encontram um pouco abaixo do nível de administrador e os cargos em aberto ainda não atraíram os programadores (coders), engenheiros ou mesmo os seniors.

Eu penso que ainda se passarão uns quatro anos para que ocorra um aumento significativo dos salários e pessoal suficientemente culto de forma a suprir a demanda atual. O resultado? Uma anarquia tecnológica irá prevalecer pelos próximos dois ou três anos comdiversas soluções concorrentes (e incompatíveis) sendo testadas. Depois teremos a bonanza, um período de consolidação dos mecanismos de segurança e todo trabalho que a segurança em si envolve. Quem primeiro chegar lá, primeiro terá sua organização protegida, mas não será um caminho fácil e lucrativo. Talvez quem não fizer nada e esperar possa colher melhores frutos… se ainda existir até lá.É apenas o que penso do futuro. Posso me enganar, mas de uma coisa tenho certeza: será completamente diferente do que vejo hoje.

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