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Como recrutar e contratar profissionais da geração do milênio

“Tal como as pessoas, as gerações têm personalidades diferentes e a geração do milênio já começou a marcar a sua: profissionais confiantes, de opinião, liberais, positivos e abertos à mudança”, aponta o relatório sobre o assunto publicado pela The Pew Charitable Trusts.

 

Composta por pessoas que iniciaram a sua vida profissional após o início de 2000, essa geração está hoje menos focada em ganhar dinheiro e mais em contribuir para o bem maior, preferencialmente em um posto de trabalho onde a tecnologia seja importante para o funcionamento da empresa e onde seja aceitável a utilização de sistemas de mensagens instantâneas e do Facebook.

“Esta é a geração que já fez os seus trabalhos de final de curso ao mesmo tempo que usava chats e redes sociais”, afirma Scot Melland, CEO da Dice Holdings, dona do Dice.com, site de empregos para profissionais da tecnologia, segundo o qual “podemos afirmar que esta é a geração multitarefa”. Rodeados de tecnologia digital e redes sociais, estes profissionais encaram os seus dispositivos de mão como uma extensão do seu corpo – para o bem e para o mal”.

No que se refere à parte positiva desta equação, pelo menos no que se refere aos empregadores, Scot Melland diz que a geração do milênio “gosta de desafios e de contribuir para o bem maior, o que são qualidades admiráveis”. Estes atributos são mais importantes para esta geração do que um grande ordenado ao fim do mês, acrescenta. Mas esta atitude representa por vezes um desafio para os próprios recrutadores. “Para captar a atenção destes profissionais, não basta publicar uma oferta de emprego – há que convencê-los”, sustenta.

Com efeito, potenciais empregadores e empresas de recrutamento têm muito mais trabalho em seduzir uma geração que está acostumado a relações nas redes sociais. Como tal, Scot Melland encoraja os empregadores a estabelecerem uma forte presença em sites como o seu, mas também no Facebook.

Os profissionais da geração do milênio também são mais susceptíveis de se sentirem atraídos por empresas com sites corporativos bem desenvolvidos, independentemente do tamanho da organização. “Acreditamos que a melhor forma de chegar a eles é através da Internet, porque é lá que estão acostumados a interagir com o mundo”, diz o responsável da Dice.

Já a parte negativa está no fato de os empregadores e agências de recrutamento, ao procurarem informações sobre um determinado candidato nas redes sociais e blogues pessoais, poderem deparar-se com informações de carácter mais íntimo, como crenças religiosas, orientação sexual e outros potenciais inibidores da contratação. “Nós aconselhamos os empregadores a serem muito cuidadosos nessa pesquisa, porque podem ser expostos a informação pouco apropriadas ao processo de contratação”, refere Scot Melland.

Estranho, num grupo tão dependente da Internet como a geração do milênio, e sabedor de que a grande maioria dos empregadores usa informações recolhidas de sites de redes sociais para avaliar os candidatos, apenas uma pequena fração destes candidatos tenha consciência de que isso pode acontecer. “É de fato um paradoxo, mas eles acabarão por aprender”, afirma o responsável da Dice.

Scot Melland sugere que os empregadores que contratem profissionais da geração do milênio “reforcem continuamente a forma como o seu papel na empresa contribuirá para o sucesso do negócio”, até porque estes profissionais são, de uma maneira geral, “avessos à ideia de poderem ser apenas mais uma peça na engrenagem”.

Com efeito, a geração milênio demonstra claramente ser uma geração que gosta de ser formada e acompanhada de perto. “Quando ensinamos alguém estamos dizendo a esta pessoa que ela é especial e merece essa atenção”, sublinha Melland.

E conclui dando um conselho aos potenciais empregadores destes profissionais: “comecem por usar aquilo que estes jovens conhecem bem. Eles são o motor da mudança do mercado. São os pioneiros na adoção de tecnologias Web, dispositivos móveis e redes sociais. Usem o seu conhecimento para melhorar o negócio”.

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